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Quotidianos

Contas de excelência na Câmara de Montijo e nos SMAS em 2007Por José Bastos

No ano de 1999 escrevi um artigo de opinião, que está publicado em livro com o título “O nosso dinheiro está em boas mãos”, que entre muitas coisas dizia o seguinte:

“O Município é a grande casa de toda a comunidade. Assim como na casa de cada um dos munícipes não se pode gastar mais do que aquilo que se ganha, também na nossa casa colectiva as despesas não podem ser superiores às receitas.

3 min de leitura

Por Jornal Rostos

A presidente da câmara é a responsável pelas finanças e pelo património do município. Os montijenses podem dormir descansados porque o nosso dinheiro está bem entregue, pois a Dr.ª Maria Amélia Antunes mostrou, durante o primeiro ano de mandato, que tem um grande sentido de estado e uma grande preocupação com os dinheiros públicos”.

Passados oito anos de ter escrito este artigo e depois de em todo este tempo a presidente da câmara ter sempre conseguido umas contas equilibradas, no ano de 2007 foi de facto conseguida a excelência e por isso penso que o tempo veio dar-me razão e os nossos munícipes se devem sentir orgulhosos pelos resultados obtidos.

As receitas da câmara atingiram 35.590 milhões de euros, uma taxa de execução orçamental de 97,84 %. As despesas foram de 31.409.569,08 €, 86,35% de execução orçamental. O saldo que transitou para o ano de 2008 foi de 4.181.148,14 € (obras cabimentadas e não executadas ou a executar em 2008).
As dívidas a fornecedores e empreiteiros em 31/12/2007 era de 262.191,09 €.

Também nos S.M.A.S. (Serviços Municipalizados de Água e Saneamento), cujo Conselho de Administração é presidido pelo Vice - Presidente da Câmara, Eng.º Nuno Canta, as contas foram de excelência em 2007.

Receitas 5.281.711,00 € (execução 103%), despesas 5.008.067,00 € (execução 98%), saldo disponível = 954.933,38 € (para pagar à Simarsul, investimento no tratamento de esgotos), sem dívidas a fornecedores e empreiteiros.

Só com contas equilibradas, pagamentos dentro dos prazos estabelecidos e evitando o desperdício, a câmara consegue credibilizar o município e merecer o respeito dos munícipes. Não é de “mão estendida” e pagamentos fora dos prazos que se consegue exercer o poder e ter uma boa gestão política do município.

Se a câmara não pagar a “tempo e horas”, paga mais caro aos fornecedores, só concorrem às obras os piores empreiteiros e aparecem logo os “abutres” a aproveitar-se das fraquezas financeiras do município.

É o mesmo que acontece às famílias e às empresas que se endividam e não têm com que pagar.

José Bastos

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