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Quotidianos

Uma passagem do..e para o BarreiroPor Carlos Pires

Não sendo um entusiasta da ponte Barreiro-Chelas, nomeadamente pelos impactos negativos que o seu amarramento e implantação no nosso concelho pode trazer para a nossa comunidade, tenho acompanhado em relação a este assunto a azáfama das oposições ao actual governo, nomeadamente das suas organizações e extensões locais.

Algumas posições destas constituem mesmo, na minha opinião, por posteriores, falsos actos reivindicativos e oportunistas colagens às decisões tomadas e/ou pretensiosas insinuações, subliminares ou expressas, de que as mesmas decorreram das suas "pressões".

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Uma passagem do..e para o Barreiro Por Carlos Pires

Por Jornal Rostos

Por outro lado, apesar da evidência do peso político da decisão e quanto à contestada necessidade dos estudos entretanto requeridos: então ainda há quem seja da opinião que face à relevância da decisão deveria esta ser tomada apenas por capricho ou interesses de umbigo? Porque será que alguns pretendem confundir os estudos realizados para o Aeroporto, (que efectivamente reforçaram a necessidade da vertente rodoviária na Ponte Barreiro-Chelas) dos estudos comparativos entre as diversas soluções de atravessamento, nomeadamente com a integração do Comboio de Alta Velocidade? Enfim, muita areia para olhos/ouvidos incautos!!!!

Naturalmente que sobre esta ou outras matérias, num país em que se vive em liberdade, todos podemos tomar posições, quando, onde e pelas razões que quisermos. Agora quer queiramos quer não, factos são factos: em 1994 o Governo PSD decidiu que a ponte seria para o Montijo contra a quase totalidade dos estudos e planos de ordenamento do território existentes ao tempo; em 2008 o Governo PS decidiu que a ponte será Barreiro-Chelas sustentando a sua decisão política nos reconhecidos e competentes estudos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

Resumindo: em relação a este assunto e mais não fora também por coerência (pois quem é que pagaria a "fava" se não tivesse sido essa a decisão), que cada um tome as posições que quiser mas também não deixe de reconhecer o papel dos outros no processo, nomeadamente o insofismável, não delegável e competente desempenho do Governo do PS que decidiu sustentadamente que a "Terceira Travessia do Tejo" seja Barreiro-Chelas.

A decisão está tomada. Agora caberá a nós Barreirenses fazer com que a ponte não seja apenas de e para Lisboa e, sim, seja uma passagem do, e, fundamentalmente, para o Barreiro, trazendo-nos o desenvolvimento sustentado e assim qualidade de vida que todos ambicionamos.

Carlos Pires
Cidadão do Barreiro militante do PS

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