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Quotidianos

Solução 3º Travessia Chelas-Barreiro é a melhor para o País e para o Desenvolvimento Económico da Península de SetúbalPor Joaquim Martins Gonçalves

O Plano de Reorganização e Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa PROT-AML, define que a Região Metropolitana de Lisboa, que inclui a Península de Setúbal, tenha um desenvolvimento polinucleado e considera em relação aos transportes o eixo Lisboa; Madrid ; Barcelona fundamental para o desenvolvimento económico da Região.

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Solução 3º Travessia Chelas-Barreiro é a melhor para o País e para o Desenvolvimento Económico da Península de Setúbal Por Joaquim Martins Gonçalves

Por Jornal Rostos

Finalmente é anunciada a obra da 3ª travessia do Tejo, solução que o PCP já reivindicava como primeira prioridade, quando foi discutida a 2ª travessia do Tejo, tendo então o Governo PSD resolvido mandar construir a ponte Vasco da Gama.
O Poder Local por intermédio da então Associação de Municípios do Distrito de Setúbal, actual Associação dos Municípios da Região de Setúbal, desenvolveu um Plano Estratégico para o Desenvolvimento Integrado da Península de Setúbal, onde se previa a ponte Rodo-Ferroviária Chelas - Barreiro, o aeroporto a Sul do Tejo, a valorização dos portos de Setúbal e Sines, com canais ferroviários de mercadorias de ligação e plataformas logísticas com a finalidade de desenvolver o imenso potencial económico da península de Setúbal.
O Plano de Reorganização e Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa PROT-AML, define que a Região Metropolitana de Lisboa, que inclui a Península de Setúbal, tenha um desenvolvimento polinucleado e considera em relação aos transportes o eixo Lisboa; Madrid ; Barcelona fundamental para o desenvolvimento económico da Região.

A todos os estudos citados anteriormente o Poder Central “resistiu” politicamente e adiou mais de uma década o desenvolvimento económico da Região e do País. Se bem se recordam o actual Governo, seguindo os anteriores governos do PSD, começou por defender o aeroporto na Ota, o transporte de Alta Velocidade em “T” entrando por Cáceres directo à Ota, adiando mais uma vez o desenvolvimento económico da Península de Setúbal. Só quando o Governo Espanhol por compreensíveis e previsíveis motivos económicos decidiu colocar a linha de transporte de Alta Velocidade por Badajoz e pela fronteira de Caia, só se apresentou uma solução técnica economicamente credível, a travessia em ponte pelo Barreiro, tendo despoletado conjuntamente com a melhor solução do aeroporto situado em Alcochete/Benavente, a coerência de todos os estudos já efectuados, integradores de um bom e estruturado desenvolvimento económico.

Estamos todos lembrados que quando foi modernizada a linha ferroviária do Sado estava planeada também a modernização com comboio eléctrico no troço Pinhal Novo, Barreiro, e que o então Governo quis “matar”, só aprovando as obras até ao Pinhal Novo. Recordemos o que se passou posteriormente, na última campanha eleitoral para autárquicas, a secção local de um partido minoritário da Baixa da Banheira, defendeu como seu programa reivindicar o enterramento da linha do caminho-de-ferro e, como pela voz do dono a linha era para ser “morta”, logo lhe encomendaram o enterro. Pelas lutas da Comissão de Utentes, as posições assumidas pelas autarquias da Moita e Barreiro, onde se inclui a Assembleia Municipal da Moita (onde infelizmente houve quem não acompanhasse na votação pela electrificação da linha o caminho do progresso), as obras de modernização foram entretanto recomeçadas e, ao contrário do que alguns planificavam, com a construção da ponte Chelas; Barreiro, a linha de caminho de ferro irá elevar-se da Baixa da Banheira até à ponte, encurtando a ligação a Lisboa através de transporte público em meia hora, ou mais, recuperando as ligações directas ao Alentejo e ao Algarve, melhorando as acessibilidades do concelho e consequentemente a qualidade de vida das populações, transformando a seu tempo, Lisboa numa cidade região de duas margens do Tejo.
Agora e no futuro é necessário estudar a integração inter nodal de todos os transportes públicos, os bons estacionamentos de acesso, o alargamento do passe social a todo o concelho no todo Metropolitano, para que o transporte público, seja uma boa alternativa de deslocação dos cidadãos e das famílias.

Joaquim Martins Gonçalves

Presidente da Assembleia Municipal da Moita e da Assembleia Distrital de Setúbal

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