O MONTIJO E OS DEZ ANOS DA PONTE VASCO DA GAMAPor José Bastos
Quanto a mim era impossível fazer melhor em dez anos.
Por Jornal Rostos
Fez no dia 29 de Março dez anos, que o primeiro-ministro António Guterres, chegou ao Montijo de barco, para inaugurar a Ponte Vasco da Gama.
Foi um momento muito importante para a nossa comunidade que iniciou um novo ciclo histórico da nossa terra.
Esperava-se um grande desenvolvimento urbanístico em toda a zona de influência da Ponte, razão por que umas dezenas de pessoas que se tinham constituído numa comissão para fazer pressão para que a Ponte fosse amarrar ao Montijo, fundaram uma Associação denominada AMA, que tinha como objectivo defender os concelhos de Montijo e Alcochete da pressão urbanística que se ia exercer sobre o território.
Eram pessoas bem conhecidas tanto em Alcochete como em Montijo e com responsabilidades cívicas nas duas comunidades.
Fizeram escritura pública. Como diziam os antigos: foi de papel passado.
O que o grupo que constituía a AMA queria era impossível, pois defenderem interesses colectivos em terras com a dimensão das nossas é muito difícil pois toda a gente se conhece e há muitos interesses em jogo.
A AMA desapareceu de cena sem uma explicação, não sei se a Associação foi dissolvida o que sei é que não teve nenhuma influência no nosso território e nunca mais se ouviu falar dela.
Hoje em dia, fala-se muito da crise dos partidos políticos e da importância dos movimentos cívicos.
Eu não digo que os movimentos cívicos não sejam importantes, mas é diferente os movimentos defenderam causas que toda a gente está de acordo do que intervir numa área como o urbanismo em que as decisões por vezes implicam a perda ou o ganho de muitos milhões de euros.
Pensei sempre que a AMA morria à nascença e que o PS no Montijo estava em condições para defender as pressões urbanísticas que a AMA dizia ir defender. E assim aconteceu.
Temos um concelho ordenado, urbanismo de qualidade, ambiente sustentável, património histórico restaurado, mais desenvolvimento económico e portanto mais emprego, boas acessibilidades, espaços culturais, escolas novas e todas as antigas restauradas, água em qualidade e quantidade, todos os esgotos tratados em 2008, nova iluminação pública em todo o concelho com lâmpadas de baixo consumo e inauguramos em 2007 a obra da frente ribeirinha que é o orgulho dos montijenses.
Quanto a mim era impossível fazer melhor em dez anos.
Não foi ao acaso que os eleitores de Montijo deram ao PS três maiorias absolutas (1997, 2001 e 2005). Os montijenses souberam reconhecer o trabalho feito e depositaram toda a confiança nos autarcas do PS.
Tenho uma grande esperança no futuro e a certeza de que o PS de Montijo, não passa por nenhuma crise, antes pelo contrário está mais coeso do que nunca na defesa de um projecto e os seus autarcas cada vez são mais competentes graças à experiência adquirida em dez anos de gestão.
A razão do sucesso do PS de Montijo foi ter uma estratégia a médio e longo prazo, ter apostado nos jovens com qualificações que dado a idade e a experiência que têm hoje muito podem dar ainda ao Montijo e ao Partido Socialista.
Numa altura em que no país tanto se fala de compadrio e corrupção e que se admitia como estava nos objectivos da AMA que iam existir pressões sobre os autarcas é bom lembrar que os autarcas do PS de Montijo nas diversas autarquias do concelho estão acima de toda a suspeita.
José Bastos














