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Quotidianos

O Jorge Paulo Carvalho e a PropedêuticaPor Humberto Candeias

Eu compreendo-o JPC. Espíritos ambiciosos e empreendedores como o seu detestam enredar-se nas questões básicas e aparentemente triviais.

Se tivesse tido a paciência de investigar um bocadinho, teria descoberto que a informação apresentada no seu artigo nunca foi produzida por qualquer órgão do Bloco de Esquerda. Verificaria que tem origem em outro artigo publicado no Jornal Expresso em Julho de 2006.

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O Jorge Paulo Carvalho e a Propedêutica Por Humberto Candeias

Por Jornal Rostos

Recentemente JPC fez um “número” neste jornal num artigo intitulado «O Bloco de Esquerda e a Hermenêutica». O artigo, insidioso, assenta no lançamento de uma suspeita sobre o nº e distribuição territorial dos militantes do BE. Simultaneamente mostra como um olhar científico desvenda a artificialidade dos números supostamente divulgados.
JPC, quem diria, excelso guerreiro da nossa praça na defesa do conhecimento e da competência técnica, reprova e logo na Propedêutica.

Meu caro JPC, já constatou que elaborou, elaborou, não na base de factos, mas na base duma informação vaga e não identificada? «Foi tornado público, não há muito tempo uma distribuição territorial dos militantes do BE... (...)»
A Propedêutica nesta área do conhecimento passa pelo menos por saber quem, quando, onde e como.

Eu compreendo-o JPC. Espíritos ambiciosos e empreendedores como o seu detestam enredar-se nas questões básicas e aparentemente triviais.
Se tivesse tido a paciência de investigar um bocadinho, teria descoberto que a informação apresentada no seu artigo nunca foi produzida por qualquer órgão do Bloco de Esquerda. Verificaria que tem origem em outro artigo publicado no Jornal Expresso em Julho de 2006.

Compreendo que a crescente expressão eleitoral do BE e o provável reforço em futuros actos eleitorais comece a suscitar a atenção dos adversários políticos. Os factos políticos vão certamente começar a aparecer. Este poderia muito bem ser um daqueles produtos cientificamente construídos nas modernas centrais de comunicação, naquelas que alguns partidos já não conseguem dispensar.
Marcar agendas políticas e combater adversários políticos pela produção cirúrgica de artigos são banalidades tendo em conta a capacidade actual das citadas agências. Lembre-se que já são capazes de produzir primeiros-ministros em versões dialogantes e apaixonadas ou mesmo ferozes, e todos com razoável penetração no mercado (excluamos nesta análise o factor tempo).

Meu caro JPC, a minha esperança é a de que você só tenha falhado na Propedêutica!
Um abraço amigo e que Hermes o proteja, esse Deus ingénuo, mas que se divertiu a criar os números e o alfabeto.

Humberto Candeias
Bloco de Esquerda -Barreiro

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