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O acordo do novo código de trabalho agudiza a falência social dos trabalhadores!Por Daniel Bernardino

A questão da adaptabilidade é de tal modo violenta que, o nosso país, não tem capacidade para que , socialmente, acompanhe horários em que os trabalhadores poderão trabalhar dias com 12 horas durante três dias numa semana com um máximo de 40 horas na respectiva semana.

Não temos escolas preparadas, para este tipo de horários, e grande parte das cheches e infantários que acompanhem este tipo de medidas. A vida familiar, é um pilar básico e essencial da nossa soiciedade, para um equilíbrio mental e económico, pode assim ser colocado para segundo plano, o que trará consequência inevitáveis para as gerações futuras.

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O acordo do novo código de trabalho agudiza a falência social dos trabalhadores! Por Daniel Bernardino

Por Jornal Rostos

O acordo do novo código de trabalho, entre patrões, Governo e UGT, agudiza a falência social dos trabalhadores!

A aplicação destas alterações nas relações laborais, será mais acentuada e terá mais e maiores implicações no desempenho dos trabalhadores podendo originar, mesmo onde exista paz social que a mesma se degrade.

O facto do prazo do periodo experimental passar de três para seis meses, enfraquece a relação laboral entre patrões e trabalhadores, principalmente os mais jovens que se iniciam no mercado laboral aumentando a precariedade.

Também uma chamada de atenção, para aquilo que se pode considerar um grave ataque aos sindicatos. O facto do trabalhador se poder sindicalizar ou não, independentemente de beneficiar das condições negociadas pelos sindicatos mais representativos, pode, e de que maneira, enfraquecer os sindicatos, podendo, assim, as empresas priveligiar as negociações com os sindicatos menos representativos acordando convenções com sindicatos minoritários que sejam do interesse dos patrões.

Não será certamente no caso em que existam Comissões de Trabalhadores (CTS), as quais normalmente fazem as negociações nas empresas onde se encontram e representam todos os trabalhadores da empresa, mas não podem as cts estar de acordo com este tipo de negociações de fragilidade dos sindicatos, até pelo facto de existirem empresas que, por diversos motivos, não têm cts diabolizando assim as relações laborais.

A questão da adaptabilidade é de tal modo violenta que, o nosso país, não tem capacidade para que , socialmente, acompanhe horários em que os trabalhadores poderão trabalhar dias com 12 horas durante três dias numa semana com um máximo de 40 horas na respectiva semana. Não temos escolas preparadas, para este tipo de horários, e grande parte das cheches e infantários que acompanhem este tipo de medidas. A vida familiar, é um pilar básico e essencial da nossa soiciedade, para um equilíbrio mental e económico, pode assim ser colocado para segundo plano, o que trará consequência inevitáveis para as gerações futuras.

Estamos, assim, perante um enorme desgaste e enfraquecimento das relações laborais, e esperamos que o facto da UGT ter assinado o acordo, não seja prenuncio de desmobilizar muitos trabalhadores para o próximo dia 28 de Junho e para uma eventual greve geral.

Temos assistido, por diferentes governos, a promessas de melhorias da competitividade, do desenvolvimento do país, pelas mudanças da legislação laboral, como se estas alterações fossem um passe de mágica. Os efeitos têm sido precisamente o contrário desde a aplicação do actual código de trabalho, em vigor desde o ano 2003. Certamente não vamos assistir a melhorias com estas novas medidas.

Daniel Bernardino
Coordenador da Comissão de Trabalhadores da Faurecia
Parque industrial Autoeuropa

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