Saltar para o conteúdo
Quotidianos

AINDA A PONTE BARREIRO/CHELASPor José Caetano

Foi uma luta longa, muitos dos que hoje se arvoram em pioneiros na apresentação desta solução ao longo de muitos anos, quando na Assembleia da República eram discutidos os projectos de investimentos do estado (PIDAC) e os deputados do PCP apresentavam propostas para que a Ponte Barreiro/Chelas fosse estudada e projectada, votavam contra ou abstinham-se (dependia se era o PS ou o PSD que estavam no Governo).

4 min de leitura
AINDA A PONTE BARREIRO/CHELAS Por José Caetano

Por Jornal Rostos

Tem sido uma constante, na prática politica das autarquias da Península de Setúbal, a apresentação de propostas que contribuam para a resolução dos problemas dos transportes e das acessibilidades, não só na região mas também em toda a Área Metropolitana de Lisboa (AML).
Não sendo matéria de sua exclusiva competência, estas no entanto não se demitem das suas responsabilidades e ao longo de mais 30 anos de Poder Local Democrático, muitas e variadas propostas tem apresentado ao poder central com o fim de potenciar os recursos existentes e contribuir para a criação de riqueza e elevar o bem-estar das populações.
Como sabemos foi no Distrito de Setúbal que em Portugal pela primeira vez existiu uma Associação de Municípios criada para superar as debilidades que impedem a tomada de medidas propiciadoras do desenvolvimento regional, que a não concretização da regionalização acarreta.
Foi uma das suas primeiras decisões, a elaboração de um Plano Estratégico para o Distrito de Setúbal (PIDSS) que permitisse contrariar a politica seguida pela Administração Central (em 1986), apostada na destruição do aparelho produtivo instalado com as consequências conhecidas quanto ao emprego e aos salários em atraso. De referir que nesta altura das 13 Câmaras Municipais do Distrito de Setúbal, 11 tinham maioria CDU.
Mais tarde, no início deste século e face à continuada descriminação negativa da Península de Setúbal, novamente a Associação de Municípios da Região de Setúbal avançou com um novo Plano Estratégico para a Península (PEDEPS) em que participaram cerca de 300 instituições da região desde as universidades aos sindicatos, passando pelas associações patronais dos diversos sectores de actividade, o movimento associativo, as cooperativas e naturalmente as autarquias, entre outras.
Mas, o título deste artigo refere a Ponte Barreiro/Chelas, poderá parecer que não tem ligação com o dito anteriormente mas tem e muito. É que nos dois planos estratégicos para a região referidos, isto é, desde 1986 que as autarquias de Setúbal colocam na ordem do dia a necessidade da construção da Ponte Barreiro/Chelas com as valências rodoviária e ferroviária para potenciar o crescimento económico do país e descongestionar a circulação de pessoas e bens na AML.
Foi uma luta longa, muitos dos que hoje se arvoram em pioneiros na apresentação desta solução ao longo de muitos anos, quando na Assembleia da República eram discutidos os projectos de investimentos do estado (PIDAC) e os deputados do PCP apresentavam propostas para que a Ponte Barreiro/Chelas fosse estudada e projectada, votavam contra ou abstinham-se (dependia se era o PS ou o PSD que estavam no Governo).
Mais vale tarde que nunca e quem luta sempre alcança, o que lamentamos é que por interesses externos ao desenvolvimento económico do país, da região e do Barreiro se tenha atrasado durante 20 anos uma decisão que hoje, mesmo com lágrimas de crocodilo, alguns dizem ser os principais e de sempre, defensores.
Estamos convictos que desta é que vai ser construído este importante contributo para o crescimento económico do país, não é fundamental saber quem é quem, mas o povo da nossa região não tem a memória curta e na hora certa saberá distinguir entre os que sempre, nas horas boas e nas horas más esteve ao seu lado, nem anda a votar ao sabor das modas passageiras.

José Caetano
Membro do Comité Central do PCP

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção