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Quotidianos

Os mesmos de sempre a assinar acordos contra os trabalhadores!A luta deve continuar!
Por Hélder Loução Guerreiro

Não devemos ter falta de memória e é necessário recordar que os deputados do PS votaram contra o Código do Bagão, alguns deles actualmente membros do Governo como o Ministro do Trabalho Vieira da Silva, que vêm agora propor alterações para pior, com a agravante da situação económica infligir danos gravíssimos aos trabalhadores e população mais desfavorecida, que é a grande maioria do povo.

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Os mesmos de sempre a assinar acordos contra os trabalhadores! A luta deve continuar! Por Hélder Loução Guerreiro

Por Jornal Rostos

O processo de revisão em curso do Código do Trabalho, continua a confirmar claramente quem está contra os trabalhadores e quem defende os seus direitos e luta contra o retrocesso social.

Não se compreende como é que, fazendo-se um diagnóstico tão grave do período temporal da aplicação do Código do Bagão, do qual constatamos o aumento do desemprego, o aumento da precariedade, a redução dos salários e diminuição da produtividade, o governo PS venha apresentar uma proposta de revisão do Código de Trabalho, que para além de não resolver os problemas, coloca à disposição dos patrões e do poder económico, meios para poderem explorar ainda mais os trabalhadores.

Não devemos ter falta de memória e é necessário recordar que os deputados do PS votaram contra o Código do Bagão, alguns deles actualmente membros do Governo como o Ministro do Trabalho Vieira da Silva, que vêm agora propor alterações para pior, com a agravante da situação económica infligir danos gravíssimos aos trabalhadores e população mais desfavorecida, que é a grande maioria do povo.

Estranho ou talvez não, os mesmos de sempre assinaram o acordo. Associações patronais não esconderam o seu contentamento controlado, para não dar muito nas vistas, e a UGT a cumprir o seu papel, a parecer muito determinada quando afirmava não assinar o acordo se o governo insistisse em manter a alteração no despedimento por inadaptação, situação em que esteve de acordo na Administração Pública, mas no final das contas, após o que denominaram negociação, assinaram e comportaram-se como sempre, ou não fosse essa a razão da sua existência.

Portanto, temos uma proposta de revisão do Código do Trabalho que não beneficia os mais fracos, não protege quem tem menos poder, beneficia os patrões, os que têm mais poder, é uma proposta que reflecte e evidência os interesse de classe para que foi, desde o início preparada.

Apesar do Governo do PS limitar a discussão pública, propositadamente, a fazerem coincidi-la com o período de férias, os trabalhadores e as suas organizações de classe vão estar atentas e desenvolverão acções com o objectivo de exigirem alterações que venham a alterar o Código de Trabalho para melhor, isto é, que a contratação colectiva e os direitos nela contidos sejam respeitados, que seja consagrado o princípio do tratamento mais favorável, que os horários de trabalho não sejam colocados nas mão e nos interesses dos patrões, que sejam respeitados os direitos, liberdades e garantias, que haja um verdadeiro e eficaz combate à precariedade.

A CGTP-IN e os seus Sindicatos filiados estão a dar resposta nas iniciativas sectoriais e vão continuar a dar no dia 17 do Julho, no Encontro Nacional de Activistas, porque a LUTA CONTINUA e está na hora da política de direita ir embora.

Hélder Loução Guerreiro
Dirigente Sindical do SINQUIFA

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