Os preços a aumentar e os salários a baixar!Por António Marques

Por Jornal Rostos
A política neoliberal do Governo do Partido Socialista (PS), governando para os poderosos, está a criar no nosso país uma situação económica insustentável para as famílias mais desfavorecidas.
Depois dos aumentos dos preços no princípio do ano de 2008 assistimos, nos últimos meses, a um novo brutal aumento dos preços dos bens alimentares: 74% no preço do leite; 71% no arroz; 36% nos óleos; 34% nas massas; 34% nas farinhas; 24% nos ovos e mais de 10% em muitos produtos de primeira necessidade.
Também nos serviços de saúde, educação, transportes e, em particular, do contínuo e incomportável aumento das prestações para a compra de casa, que atingem mais de um milhão e seiscentas mil famílias.
Aumentam os preços e sobem os lucros dos grandes grupos económicos, aumentando o foco entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres, originando que cerca de 1,8 milhões de portugueses estejam no limiar da pobreza.
Aumentam os lucros da banca e das grandes superfícies comerciais. No caso dos combustíveis, já subiram 18 vezes, só a GALP acumulou durante o ano anterior mais de 770 milhões de euros de lucro.
Se as dificuldades aumentam para a maioria do povo, para os que sempre beneficiaram destas políticas de direita, continua a não haver sacrifícios, nem dificuldades.
As previsões da inflação dos governos dos últimos 10 anos, no orçamento geral do Estado, situaram-se nos 22,9%, no entanto, a inflação verificada foi superior a 30%, o que penalizou fortemente o poder de compra dos trabalhadores, já que os valores negociados na contratação colectiva não acompanharam o valor global da inflação.
Governo, patrões e os seus aliados da UGT têm formado uma tríade que tem levado as famílias e o povo em geral a uma situação económica degradada, atingindo centenas de milhares de famílias, onde o pão já escasseia.
Todas estas políticas, ora praticadas pelo PSD, ora pelo PS, aliados ou não com o CDS-PP, vão sempre no mesmo sentido: a injustiça social. Estas políticas têm levado o PCP e o movimento sindical de classe, consubstanciado na CGTP-IN, a perspectivar a resistência e a luta contra tais políticas, que nos últimos tempos têm trazido para a rua centenas de milhares de trabalhadores, exigindo melhores salários, mais emprego, melhores direitos, mais Segurança Social, melhor saúde, melhor educação.
Por outro lado, a luta dos trabalhadores assume hoje um papel fulcral, tendo em conta a proposta do novo código do trabalho que, a ser aprovada, representa um ataque brutal aos direitos dos trabalhadores.
Para o PCP são necessárias rupturas democráticas nas políticas seguidas pelo PS, e a construção de uma alternativa de esquerda onde o PCP contribua para o bem-estar do nosso povo.
O PCP tem propostas e exigimos medidas urgentes que rompam com a política de direita do PS, melhorando a vida dos trabalhadores e das populações, estimulando a economia, nomeadamente através de:
• Aumento extraordinário dos salários e das reformas, que reponham o poder de compra perdido nos últimos anos;
• Defesa do aparelho produtivo nacional, com medidas urgentes de apoio aos pequenos e médios empresários e aos sectores atingidos pelo aumento do preço dos combustíveis;
• Aumento do investimento público, rompendo com a obsessão do défice das contas públicas, dinamizando a vida económica e defendendo os serviços públicos;
• Redução do IVA para 19%
• Criação de um imposto extraordinário sobre os lucros das petrolíferas com origem no efeito de stock;
• Combate aos benefícios fiscais no sector financeiro;
Por isso, está na hora de apoiar o PCP, como uma grande força da oposição a esta política e a este governo do PS. Somos a oposição nas palavras e na acção. Força portadora de uma política e um projecto de sociedade alternativo para o futuro do país. É com o PCP que se faz o caminho da justiça social, desenvolvimento e progresso do país.
Em suma, a luta de massas continua a ser o caminho para as transformações sociais, políticas, económicas e culturais. A classe operária, os trabalhadores e o povo em geral podem contar com o PCP para os combates políticos por um Portugal soberano e mais justo.
António Marques, membro do Executivo da Comissão Concelhia do Barreiro do PCP














