Todas as vidas são iguaisPor António Chora
As FARC não precisam de amnistia, precisam de democracia, e no dia que ela existir de verdade, eles, como todos os outros grupos guerrilheiros do século XX saberão optar pelo que é melhor para o seu povo, pois como já disse foi por isso que iniciaram a sua luta.

Por Jornal Rostos
Senhor Embaixador.
È lamentável que no seu país, as FARC continuem a raptar pessoas, e que se estejam (ou tenham) transformado num grupo de raptores, quando os seus objectivos iniciais eram a luta por melhores condições de vida e de liberdade para o Povo Columbiano .
Pela minha parte não desculpo este movimento por aquilo em que se tornou nos últimos anos , no entanto, enquanto o Governo do seu país continuar a ter dois pesos e duas medidas, o seja, tentar ganhar a guerra contra as FARC e ou conseguir politicamente que este grupo se transforme num partido politico e ao mesmo tempo permitir senão apoiar, armar e garantir impunidade a grupos fascistas e assassinos que se encarregam de assassinar sindicalistas, militantes de partidos de esquerda e de qualquer outro movimento que lute pela DEMOCRACIA , ninguém pode esperar que as FARC encarem com seriedade qualquer proposta vinda de tal Governo.
Senhor embaixador a vida das pessoas tem o mesmo valor em democracia, o seu governo e principalmente o seu Presidente tem que aprender isto.
As FARC não precisam de amnistia, precisam de democracia, e no dia que ela existir de verdade, eles, como todos os outros grupos guerrilheiros do século XX saberão optar pelo que é melhor para o seu povo, pois como já disse foi por isso que iniciaram a sua luta.
Ao senhor que é Embaixador num país democrática compete fazer chegar ao seu governo a alegria pela libertação de uns e a enorme tristeza e repudio pelos civis assassinados, nomeadamente os que lutam à luz do dia por uma sociedade em que o ser humano seja respeitado como tal.
Antonio Chora
Sindicalista
Coordenador da Comissão de Trabalhadores
da VW Autoeuropa














