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Quotidianos

“Remar contra a maré”Por José Caetano

Podemos afirmar que nestes quase três anos de nova gestão na CMB tem sido possível dar resposta às grandes questões estratégicas do futuro conciliando com o imediato, mesmo sabendo que muito há por fazer e que não temos resposta para todos os problemas com que estamos confrontados.

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“Remar contra a maré” Por José Caetano

Por Jornal Rostos

Há dias estando a assistir ao telejornal e confrontado com as mais dispares noticias sobre as malfeitorias que vão sendo praticadas, como os problemas decorrentes ao aumento dos preços da energia, do “bloqueio” às grandes cidades promovido pelas empresas de transporte de mercadorias, as medidas legislativas que visam modificar a correlação de forças entre os trabalhadores e o patronato entregando a estes o poder discricionário dentro das empresas para despedir a seu belo prazer ou alterar os horários de trabalho como lhes aprouver sem ter em conta que cada trabalhador tem direito à sua vida privada, os aumentos dos bens alimentares, a ocupação militar de países para a exploração das suas riquezas por potencias estrangeiras, ou ainda, à tentativa em curso de fazer pagar aos consumidores de energia eléctrica as dividas não pagas pelos clientes da EDP, perguntei-me, que época é esta em que vivemos? Como agir para impedir que tudo isto se concretize?
Como estou convicto que para encontrar soluções para os problemas globais que afectam o nosso povo, temos de agir no dia a dia, envolvendo-nos nas questões que nos dizem directamente respeito e estão ao nosso alcance de simples cidadão, passei a avaliar como é que no nosso concelho se procura encontrar decisões que possibilitem a superação do período de estagnação a que o Barreiro está sujeito desde que a politica de direita destruiu o nosso aparelho produtivo.
O que vi permitiu atenuar o pessimismo geral, as nossas autarquias dando corpo ao prometido pelos candidatos na campanha eleitoral têm vindo a concretizar um conjunto enorme de iniciativas que levam ao envolvimento dos diversos actores sociais e da população, visando reforçar a participação, a democracia e a cidadania.
Para dinamizar o emprego e o desenvolvimento económico retomaram o processo que conduzirá a que o território da Quimiparque se transforme novamente num pólo gerador de riqueza e criação de emprego.

Em conjunto com todos os que directa ou indirectamente têm intervenção e competências para decidir sobre os grandes investimentos do estado, participaram no processo que conduziu à decisão sobre a construção da ponte Chelas/Barreiro (desde finais dos anos 80 reivindicação das populações da região) estando neste momento envolvidas no encontrar de soluções para a amarração e integração da ponte na rede viária e ferroviária existente o que exige a construção, nomeadamente, da ponte Barreiro/Seixal, da Circular Regional da Península de Setúbal a vinda do Metro de superfície até ao Barreiro.
Estão a tomar medidas para promover a melhoria do ambiente e da qualidade de vida que passa pela conclusão do Plano Municipal do Ambiente, pela Requalificação do Barreiro Velho, pelo inicio da utilização da Piscina do Lavradio e lançamento do concurso da nova piscina municipal, pelo aumentar da dimensão e qualidade da rede de abastecimento de água como serviço público.
Pretendem devolver aos Barreirenses o usufruto dos nossos rios propondo medidas concretas contidas no âmbito do IMPAR – Iniciativa Municipal para a Programação da Área Ribeirinha, a dinamizar a revisão do Plano Director Municipal (PDM) e a executar acções que levem à conclusão dos processos de reconversão das áreas urbanas de génese ilegal (Augi’s) tendo em vista uma gestão do território que dê suporte ao desenvolvimento do concelho.

No âmbito da acção social e da intervenção sociocultural tem desenvolvido um conjunto integrado de actividades que promovem a diversificação da oferta cultural e desportiva, multiplicando as oportunidades de apropriação dos bens culturais por parte do maior numero possível de cidadãos, sem que o dinamismo da autarquia asfixie os muitos e diversificados agentes culturais e desportivos do concelho, antes pelo contrario utilizando os meios da autarquia para potenciar a sua afirmação e vontade.
E isto apesar da manutenção de uma situação financeira muito complexa e difícil que exige medidas inovadoras visando reduzir as despesas e aumentar as receitas, eliminando custos supérfluos ou dispensáveis rentabilizando meios e procurando soluções criativas.
Podemos afirmar que nestes quase três anos de nova gestão na CMB tem sido possível dar resposta às grandes questões estratégicas do futuro conciliando com o imediato, mesmo sabendo que muito há por fazer e que não temos resposta para todos os problemas com que estamos confrontados.
Termino este artigo retomando o seu início, vivemos numa época de mudanças profundas, do ponto de vista político, económico e social. Considero que a “crise” reinante tem responsáveis e não é incontornável. Há alternativas que exigem a participação de todos e de cada um. Não podemos é permitir que nos transformem em meros espectadores de um espectáculo que nos remete para o colocar um papel na urna de 4 em 4 anos.

José Caetano
Membro do Comité Central do PCP

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