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Quotidianos

Todos nas lutas todas mas em «unicidade»Por António Chora

Que fique claro que durante as campanhas eleitorais esta CT nunca recusou nem vai recusar contactos com os candidatos do Distrito para a AR, nem para as Europeias e Presidenciais com os candidatos em geral, sejam eles independentes ou de qualquer partido politico cuja ideologia respeite a Constituição da Republica (e há alguns que estando legalizados não a respeitam, por apregoarem ideias racistas ou xenófobas).

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Todos nas lutas todas mas em «unicidade» Por António Chora

Por Jornal Rostos

Lembrou-se o meu companheiro de trabalho Joaquim Escoval, de vir a publico com um artigo mais uma vez contra a minha pessoa e contra as minhas opiniões o que é de todo legítimo, pois felizmente vivemos em Democracia.
È para mim já habitual, desde 1999 que tal acontece. Refere, ou dá a entender que o meu objectivo é atacar o PCP.
È claro como a água esta doentia forma de ler a critica, já Salazar dizia quando alguém criticava o regime era comunista, e com isso colaborou para fazer alguns (que nisso se transformavam nas cadeias quando em contacto com outros presos, mas também é claro que inibia as pessoas de falar, com medo de serem rotuladas ou punidas como tal).
Não é com este tipo de argumentos que me vão impedir de criticar o que entendo, colaborei desde muito novo demasiado novo até, para a implementação da Democracia em Portugal e por isso luto por ela, e pratico-a sempre posso, e até quando alguns querem que não possa.
Tece várias criticas à minha pessoa em particular, o que não sendo novidade e ás quais já respondi noutros lados e que todos já entenderam termos um conceito de Democracia completamente diferente, defendendo eu a Democracia Plena na sociedade e nos partidos e ele o centralismo democrático, onde todos tem que obedecer ao que os inteligentes mandam.

Vem também mais uma vez falar da “perda de poder de compra na Autoeuropa”, o que infelizmente é verdade para esta empresa e para todas as do País, fruto das politicas obsessivas de redução do défice do Governo do PS, refere, depois na base dos cursos que tirou (parece que são menos do que se pensa) as questões agradáveis ao ouvido, desde os lucros há sua distribuição, em alturas de eleições para os representantes dos trabalhadores na AE, promete mais ambulâncias que as existentes na freguesia onde habita, salários compatíveis com o salário médio da região de Lisboa que afirma ser superior a 1100€ mês (não se compreende como vive tanta gente com tantas dificuldades nesta região, isto tem dado uns votos, mas como alguém uma vês disse, podemos enganar alguém durante um tempinho, mas não o conseguimos enganar o tempo todo) só falta prometer TVs, frigoríficos etc.. mas esquece-se de referir, que aqui na AE, até hoje sempre houve aumentos acima da inflação, até quando do acordo que ele subscreveu (contra as criticas de muitos sindicalistas, a maioria dos quais hoje são os primeiros defensores do mesmo) dos 22 dias não trabalháveis e pagos em cada ano de trabalho na Autoeuropa (e não tem nada a ver com férias), o prémio de 550 € pagos conjuntamente e sem qualquer descriminação, foi superior aos aumentos de muitas empresas do País.

Já agora, aproveito para referir que o BE não tem secretário-geral, mas que é verdade que tem do convidado a CT para almoçar durante as campanhas eleitorais (como faz com outras que recusam com o argumento de serem do BE) decidiu a mesma, aceitar todos os convites que lhe fossem colocados, e foi, tal como foi ao encontro para que foi convidada com os deputados europeus do PCP em Palmela, o qual não se realizou porque segundo o funcionário do Partido, tinha havido um erro ou atraso dos deputados não me recordo, do que me recordo, é que havia uma transmissão de um jogo de futebol na TV, que a sala estava aberta, e que os presentes a esse debate( extensivo a todos os trabalhadores do sector automóvel) eram apenas a CT da Autoeuropa e mais duas ou três pessoas.

Que fique claro que durante as campanhas eleitorais esta CT nunca recusou nem vai recusar contactos com os candidatos do Distrito para a AR, nem para as Europeias e Presidenciais com os candidatos em geral, sejam eles independentes ou de qualquer partido politico cuja ideologia respeite a Constituição da Republica (e há alguns que estando legalizados não a respeitam, por apregoarem ideias racistas ou xenófobas).
Refere várias mentiras entre as quais eu teria apresentado à Direcção do meu Sindicato um abaixo-assinado para ser eleito para o congresso da CGTP, sabe ser isso uma falsidade, pois foram os trabalhadores que assinaram quem tal apresentou, (mas eu percebo esta falsidade, pois ele está habituado a alguém fazer as coisas e depois apresentar como feitas por todos, veja-se o pasquim o Faísca feito e distribuído por funcionários do PCP à porta da Autoeuropa, utilizando para isso os dados recolhidos do jornal Oficial da empresa onde o Joaquim Escoval é redactor, o mesmo jornal que muitas vezes quer cortar partes de artigos de opinião de membros da CT e por essa razão, os mesmos não são publicados pois não admitimos cortes.

Que fique claro que não tenho ambições de liderança sindical, pelo menos enquanto o nosso sindicalismo for eleito da forma que é, e apenas estou nos lugares aos quais me candidatei e para os quais fui eleito.
Não sou juiz social, porque se fosse para as questões do trabalho tinha que ser eleito por 50 patrões e ou 100 trabalhadores não sindicalizados.
Não sou Juiz social para o arrendamento rural, por que tinha que ser eleito por senhorios e rendeiros.
Não sou Juiz social para o Tribunal de menores pois teria que ser indigitado pela Câmara Municipal da Moita e esta, indigitou os “camaradas”.

Não sou dirigente da Fiequimetal porque também aqui os “camaradas” não me “convidaram” nem eu aceito convites para este tipo de eventos, a ir ao Congresso, e logo os mesmos não podiam votar (nem votavam) em mim .
Aqui, em meu entender, deviam ir pessoas ser propostas por trabalhadores e eleitas nas bases nas empresas ou nas comissões sindicais, mas se isso fosse aplicado na Autoeuropa, era claro que os eleitos seriam outros, então são indigitados ou vão lá por inerência dos cargos exercidos nos sindicatos e depois num regabofe de aplausos lá são eleitos.

Refere o Escoval que devemos estar todos nas lutas que afectam o mundo incluindo Portugal, neste caso no combate ao Código do Trabalho, e aqui sim, tem toda a razão, mas devemos estar lá todos sem controleiros, mas em unidade na diversidade de opiniões, não na unicidade ou nas falsas unidades.
Um exemplo claro de mau trabalho no combate ao código é o parecer emitido pela CGTP (não o conteúdo em si mas o método centralista) e enviado para todas as organizações dos trabalhadores, os quais apenas tem que assinar por baixo.
Nenhum Governo ou Assembleia da Republica legitimamente eleita, dá a devida importância a este tipo de arrebanhamento de pareceres, por isso, também aqui a CT da Autoeuropa procederá de maneira diferente.

Vamos todos já nesta importante luta para o mesmo lado da barricada exigir a Revogação do Código Bagão Félix e a não aprovação do CódigoVieira da Silva?
Vamos todos estar na luta convocada pela CES (Confederação Europeia de Sindicatos para 7 de Outubro em toda a Europa contra a precariedade mesmo que esta exija uma greve geral (simbólica de 15 minutos?), Vamos divulgar o site da CSI representa a 168 milhões de trabalhadores de 155 países, e conta com 311 centrais sindicais filiadas, e exigir a adesão da CGTP a esta Central?

Eu da minha parte estou disponível para isso, desde que os objectivos sejam comuns e se garanta a independência das organizações e as suas formas de luta para o conseguir.

NOTA: Aproveito para em relação a um comentário do Manuel Formas no artigo do Escoval, e que o mesmo não desmente, por isso deduzo ser mesmo dele, afirmar que aqui na Autoeuropa não existem privilégios para os dirigentes Sindicais ou das CTs, nem conheço que alguma vez tenha existido, e que esse tipo de insinuações (que também o Escoval não desmente) só reforça a opinião que tenho sobre alguns sindicalistas, e neste caso em concreto ( Manuel Formas) o de alguém que se asilou no Sindicato por ter perdido o emprego, segundo ele por ser sindicalista, coisa de que duvido muito e agora ainda mais, quando vejo a qualidade de pessoa que mostra ser neste tipo de comentários. Portanto em relação ao Manuel Formas a partir de agora pode comentar à vontade o que quiser pois com caluniadores mesmo dos que dizem ouviram dizer que… não troco opiniões.

Antonio Chora
Coordenador da Comissão de Trabalhadores

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