OS CRIMES VIOLENTOS DE AGOSTOPor José Bastos

Por Jornal Rostos
No mês de Agosto, o país foi surpreendido, por uma onda de assaltos feitos por indivíduos sem escrúpulos, que na sua maior parte, utilizam armas de fogo.
A grande criminalidade cresceu de facto neste ultimo ano, mas já passamos por pior em 2003 e 2006, só que neste ano os fogos de verão não foram noticia e a comunicação social esteve mais atenta aos roubos graves que aconteceram em Agosto.
Também no Montijo a segurança foi noticia e numa reunião de Câmara tanto o poder como a oposição se interessaram pela matéria que está na ordem no dia. Sou da opinião que Montijo é uma terra segura e que o vandalismo e os pequenos roubos praticados por toxicodependentes acabam quando forem apanhados os compradores dos objectos roubados.
Os toxicodependentes só levam aquilo que tem venda, normalmente peças de ferro e alumínio. Todos sabemos que são os toxicodependentes que roubam. E quem são os compradores dos bens roubados?
O facilitismo no caso da prisão preventiva, para criminosos que utilizam armas de fogo, que não só roubam mas também matam, é muito prejudicial à segurança colectiva das pessoas.
Quem mata por dá cá aquela palha não merece viver em liberdade. Deve ser preso por um longo período.
Em muitos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, existem bairros com muitos milhares de carenciados e são autorizados condomínios privados para as classes média alta. É uma separação explosiva que já se está a incendiar e que se pode transformar numa luta de consequências imprevisíveis, se não houver alteração nas políticas de ordenamento do território.
Os socialistas não podem autorizar a separação das pessoas no espaço urbano (ricos para um lado e pobres para o outro) e facilitar nas leis penais. Ou têm politicas para a integração de todas as pessoas nos espaços das cidades e podem ir melhorando as leis penais ou querer uma coisa sem a outra é impossível na prática.
A Câmara de Montijo tem uma estratégia em relação ao urbanismo e à ocupação do espaço da cidade que a mim como socialista me parece a mais correcta: nem autoriza condomínios privados nem atira os pobres para guetos.
Também tem sido feito um trabalho de acção social nos bairros com carenciados para que a integração se faça o mais rapidamente possível.
Em principio as politicas estão correctas e não têm sido postas em causa pelos partidos da oposição, mas estas coisas não são fáceis e embora melhorem no curto prazo levam anos a terem resultados bem visíveis.
Entretanto, enquanto as politicas postas em prática não obtêm os resultados esperados, as policias têm que actuar com rigor, prender os ladrões e procurar todas as armas que existam nos nossos bairros. Temos que prevenir melhorando as condições sociais daqueles que vivem nos bairros carenciados, mas não podemos pactuar com muitos “chicos espertos” que querem viver à nossa custa e não pensam em trabalhar.
Temos que estar atentos “Todos” não só aos que andam a roubar mas também aqueles que vivem à custa da segurança social e têm todas as condições para trabalhar, isto é, não são deficientes, não são idosos, nem doentes.
José Bastos














