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Quotidianos

O Terrorismo de Estado oprime CubaPor Joaquim Gonçalves

O Estado de Cuba sofre há quase 48 anos um bloqueio económico por parte dos Estados Unidos da América, EUA, o qual é condenado por personalidades e nas instâncias internacionais. Apesar de tal criminoso bloqueio, é reconhecido que o povo cubano tem um índice de escolaridade muito acima da média e um Serviço Nacional de Saúde Universal e gratuito para os cubanos e para além disso ser solidário com outros cidadãos não cubanos, como é sobejamente conhecido por cidadãos e instituições do nosso país.

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O Terrorismo de Estado oprime Cuba Por Joaquim Gonçalves

Por Jornal Rostos

Como sabemos, após o ataque terrorista com aviões comerciais às “Torres Gémeas” de Nova Iorque no dia 11 de Março, os EUA lançaram “uma cruzada contra o terrorismo”, invadindo oportunisticamente o Iraque, causando também a destruição, a morte cruel de vítimas inocentes, pondo em evidência o terrorismo de Estado, com o saque de recursos como é o caso do petróleo, que é abundante naquelas paragens, para já não falar dos negócios do armamento. Em Guantanamo, na ilha de Cuba, os EUA têm uma base militar onde encerram em prisões os alegados terroristas, são arrebanhados e transportados em voos mais ou menos secretos, onde são julgados marcialmente e tratados por forma desconhecida pelo mais comum dos mortais.
Mas, muito antes dos acontecimentos referidos no parágrafo anterior houve um ataque terrorista contra um avião da Cubana Aviacion, em Barbados, que explodiu em pleno voo, onde morreram 73 pessoas cubanas e de outras nacionalidades e, o seu autor intelectual, Posada Carriles vive em liberdade nos EUA e continua a atentar contra o povo e o Estado Cubano, como admitiu o próprio em entrevista em Julho de 1998 ao jornal The New York Times. O EUA está a violar a resolução 1373 das Nações Unidas no que se refere ao acolhimento de terroristas.

É na sequência das actividades da chamada máfia de Miami, onde indivíduos nascidos em Cuba e financiados pelo imperialismo norte-americano, organizaram atentados cometidos em Cuba, donde resultaram cerca de três mil mortos e de dois mil feridos, que cinco homens cubanos iniciaram o trabalho para o Governo e para o povo Cubano de monitorizar os grupos paramilitares e terroristas radicados em Miami, EUA. Foi de certa forma, que com o trabalho da recolha de informação desses homens para o Estado Cubano que os atentados terroristas em Cuba diminuíram, mesmo depois de António Guerrero, Rámon Labañino, Fernando González, René González e Geraldo Hernandez terem sido presos e acusados de espionagem pelo FBI nos EUA, em 12 de Setembro de 1998. Estes homens permaneceram em isolamento prisional durante 17 meses, com impossibilidade de haver uma comunicação adequada com os seus advogados de defesa. Durante o julgamento não foi apresentada nenhuma prova credível que estes homens causaram algum dano a qualquer cidadão dos EUA ou a este país, o seu abnegado labor foi concentrado em se infiltrarem nos grupos terroristas e informar Cuba dos seus planos agressivos, país que tem o direito de se defender frente a actividades contra o povo cubano e até contra outros cidadãos de outros países, incluindo norte-americanos, os quais também tiveram danos com esses actos terroristas.
Concluído um processo judicial envenenado pela a situação política já descrita, onde impera o ódio anti-cubano foram declaradas as seguintes penas: prisão perpétua para Geraldo Hernandez, Ramón Labañino e António Guerrero; 19 anos para Fernando González e 15 ano para René Gonzalez.

A palavra em discurso directo de alguns extractos das alegações finais nesse julgamento:
Disse a certa altura Fernando González: “no passado 11 de Setembro todos fomos testemunhas de um acto criminoso que consternou a população do mundo que os conheceu através das cadeias de televisão. Permitam-me recordar que também em 11 de Setembro de 1980, Félix Garcia, diplomata cubano acreditado nas Nações Unidas, foi assassinado na cidade de Nova Iorque por um dos terroristas que se encontra preso no Panamá em conjunto com Posada Carriles que se encontra em liberdade nos EUA. A raiz dos actos terroristas efectuados em Nova Iorque fez com que hoje a consciência mundial veja da necessidade de erradicar o terrorismo. Todos os funcionários de alto nível do governo dos EUA, declaram através dos meios de comunicação e enfatizam da necessidade de melhorar o trabalho de Inteligência e de penetração nos grupos que levam a cabo tais actos e os que os apoiam dando-lhes refúgio. Estou convencido de que nos EUA se sentiria orgulhoso dos seus filhos que porventura tivessem evitado actos como os do passado 11 de Setembro”.
Disse a certa altura António Rodriguez: “ Não são só os documentos do governo de Cuba que pôs a descoberto as agressões, são os próprios documentos secretos já desclassificados pelo governo dos EUA. Na agressão a Cuba há o recrutamento de agentes contra-revolucionários pagos pela CIA; a invasão de Giron; a operação Mangosta; pretextos para uma intervenção militar; planos de assassinato de chefes do governo e de Estado; infiltração de grupos armados; sabotagens… bombas em hotéis e outros centros sociais. E como resultado desses actos 1400 mortos; a incapacidade total de mais de 2000 pessoas… terror, vicissitudes e dor sobre o povo. De onde foram financiados tais actos? Em sua grande maioria do próprio território dos EUA”.
Disse na parte final das suas alegações Ramón Labañino: “ Se foi para evitar a morte de seres humanos inocentes, se foi para defender os nossos conterrâneos do terrorismo e evitar a invasão inútil de Cuba, que me condenam hoje, bem-vinda ela seja! Levarei o uniforme de recluso com a mesma honra e orgulho que um soldado leva as suas mais apreciadas insígnias! Este é um juízo político e como tal nós somos prisioneiros políticos! Aqui está toda a evidência e aqui será escrita a história, ela é que nos dará a verdadeira justiça.
O apoio e a mobilização das pessoas de boa vontade são a mais valia para a libertação de homens que estão presos por causa de um julgamento político fraudulento.

Joaquim Gonçalves, membro da Associação de Amizade Portugal-Cuba

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