Crise e financeira ou crise social?Por Daniel Bernardino
Recordo que os Bancos usufruem de taxa de impostos (IRC) inferiores (cerca de metade) às das empresas na sua generalidade, e o facto de usufruírem desta benesse é argumentada com a quebra de lucros no sector bancário.

Por Jornal Rostos
Se verificarem os resultados do último trimestre da banca podem constatar que os lucros continuam, apesar da crise:
A queda dos lucros corresponde também à queda da tributação. Em três dos maiores bancos privados, o valor do imposto pago desceu substancialmente. O BPI pagou menos 47,5 milhões nos primeiros 9 meses do ano em comparação com o mesmo período do ano anterior. O BES teve um corte nos impostos de quase metade do valor pago no ano passado, com menos 61,5 milhões. Já o BCP pagou menos 36,8 milhões. O corte nos impostos não afectou o Santander Totta, o único banco a aumentar os lucros em 2,5% no terceiro trimestre. Por isso pagou mais 700 mil euros do que no ano passado.
Perante este cenário, o Governo decidiu que a banca necessitaria de apoio, para que não falte o crédito às famílias e a confiança dos Portugueses nestas instituições.
As recentes notícias que fazem uma previsão do aumento do desemprego no nosso país são muito preocupantes. A indústria automóvel começou a contribuir para o desemprego no nosso país e anuncia-se que os desempregados no sector podem chegar aos cerca de 12000 o que é sem dúvida uma enorme delapidação no sector automóvel nacional.
Aguardamos, a todo o momento, que o nosso Governo anuncie também um apoio ao sector automóvel que está a caminhar para uma situação muito preocupante que pode trazer uma enorme crise social.
Não seria importante ser criado um fundo de apoio ao sector automóvel e aos seus trabalhadores em tempo de crise ?
Daniel Bernardino














