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Educação – vamos dialogarPor Henrique Ferreira

. Comissão Politica do CDS-PP do Barreiro apela ao entendimento entre a Ministra da Educação e os representantes dos professores

Há cerca de um ano e meio, os professores e a Senhora Ministra da Educação tentam encontrar uma solução para a avaliação dos professores, sem qualquer resultado prático. Porquê? Porque durante um ano e meio, o PS com a maioria absoluta não ouviu os professores. A maioria absoluta, por vezes, torna os governos absolutistas, detentores da “verdade”.

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Educação – vamos dialogar Por Henrique Ferreira

Por Jornal Rostos

Os professores durante esta semana voltaram a sair à rua em algumas capitais de distrito para protestar contra o modelo de desempenho e de avaliação. Uma greve nacional está marcada para 3 de Dezembro com vigílias nos dois dias seguintes, greves regionais estão agendadas entre 9 e 12 de Dezembro, apesar dos professores estarem em conversação (leia-se as estruturas sindicais) e existir a intenção destes(as) de apresentarem uma proposta para uma situação provisória.

Fala-se e fala-se da “suspensão” do modelo de avaliação dos professores, mas deve-se e devia-se falar da remodelação do modelo de avaliação. Para que isto aconteça é necessário que as partes envolvidas estejam de boa fé nas negociações. É necessário que haja cedências de ambas as partes.

O CDS-PP apelou à ministra de Educação para rectificar o modelo de avaliação. O CDS foi ouvido, a ministra reformulou o modelo. Está perfeito? Não! Este modelo tem que ser debatido pelas duas partes, de forma a chegar a um consenso, pois os prejudicados também são os alunos e as famílias pela falta de acordo. Os professores, as estruturas sindicais, também tem que ceder, na “fuga para a frente” podem cair no descrédito, e ai são os pais e encarregados de educação, cansados, porque são avaliados no seu emprego, também, talvez, não da forma mais justa, saiam para a rua para dizer NÃO a toda esta situação. (a propósito, também, nem todos chegam aos topos de carreira). A eficiência, a qualidade, o mérito, o brio profissional e a responsabilidade têm que ser avaliados.

O diferendo existente causa instabilidade nos alunos. Os alunos sentem o “conflito”. Os incidentes nas escolas tornam-se mais frequentes, como aquele na escola da Maia, em que um aluno com dois socos na mesa colocou a professorar a fugir da sala para pedir socorro aos colegas. Estas situações não podem ocorrer! Estes alunos são o futuro do nosso país, temos que os saber ensinar.

A Escola Básica nº 3 do Barreiro, na freguesia da Verderena, em parte funciona em pavilhões pré-fabricados construídos à… não sei, mas pelo menos há 25 anos, onde os alunos e professores sentem a falta de condições para ensinar e para aprender. Urge resolver a falta de condições nesta escola que infelizmente não é exemplo único. Façamos todos em conjunto (professores, alunos, encarregados de educação, partidos políticos, estruturas sindicais e cidadãos interessados) um protesto contra estas instalações. Porque a “denúncia” tem sido efectuada muitas vezes ao longo dos anos.

A Comissão Politica do CDS-PP do Barreiro apela ao entendimento entre a Ministra da Educação e os representantes dos professores, a educação de qualidade deve ser um objectivo nacional com o empenho de todas as partes, e sem qualquer aproveitamento político.

Henrique Ferreira
Presidente da Comissão Politica do CDS-PP do Barreiro

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