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Quotidianos

Infra-estruturas desportivas no Concelho da Moita com quem?Por José Vieira

Sendo a prática do desporto para todos os cidadãos, um direito consagrado na Constituição da República Portuguesa, é inadmissível que as iniciativas do movimento associativo e o esforço logístico e financeiro dispendido pela Autarquia para dotar o Concelho de equipamentos necessários ou indispensáveis, não tenha por parte da Administração Central, os apoios a que está institucionalmente obrigada.

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Infra-estruturas desportivas no Concelho da Moita com quem? Por José Vieira

Por Jornal Rostos

Pois com o Simplex a funcionar em todo o seu esplendor, ela atrasa ou boicota processos de candidatura com projectos de execução aprovados, falta a compromissos assinados ou acordados entre as partes e os protocolos não são coisa para cumprir.
O pavilhão desportivo da Escola Básica 2-3 José Afonso de Alhos Vedros, é um caso paradigmático de incumprimento e demissão do Estado, onde a Câmara Municipal da Moita, sem obrigações e nem responsabilidade, mas ciente da importância deste equipamento polivalente para a Freguesia, não hesitou em contribuir com 40% do custo total da obra (€876.000) custeando também as infra-estruturas exteriores. A Câmara Municipal da Moita acabou por financiar a totalidade do equipamento, que foi inaugurado em Setembro de 2006, mas que, ainda hoje, continua à espera da comparticipação financeira do Estado.
Outro caso flagrante de boicote, é o Parque Desportivo da Baixa da Banheira, infra-estrutura única e indispensável para a Freguesia e de iniciativa da União Desportiva e Cultural Banheirense (U.D.C.B.) que a Câmara Municipal da Moita apoiou desde a primeira hora, com a cedência de 25000m2 de terreno, em direito de superfície, 800 horas de máquinas para terraplanagens, custeou os estudos geológicos e geotécnicos, um campo de treinos em terra batida e electrificado e o projecto completo de arquitectura e das especialidades. Mas apesar dos pareceres favoráveis da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e do Instituto do Desporto de Portugal, e de ser considerado de interesse público pelo Governo Civil de Setúbal, com projecto de execução aprovado e financiamento iminente, o processo foi repentinamente interrompido, sem explicação alguma, como se alguns dos políticos locais e de última hora se tivessem sobreposto ao interesse e bem-estar da população.
Também o complexo desportivo do Clube de Recreio e Instrução, C.R.I. de Alhos Vedros, o Pavilhão Desportivo do Ginásio Atlético Clube e a remodelação do Pavilhão Gimnodesportivo do UDCB, fazem parte de uma longa lista de equipamentos dependentes da tendenciosa Administração Central, cujos critérios de selecção são, pelo menos, bizarros. Mas é preciso saber que são as Autarquias e as Colectividades os pilares da sustentação que suportam cerca de 96% daquilo que se realiza, cabendo ao Estado cerca de 4%, e é este mesmo Estado, de maioria absoluta PS que propõe no Orçamento de Estado para 2009, uma redução de 89,1% no investimento previsto em Plano de Investimentos para o nosso Concelho, dando mais uma machadada no nosso desenvolvimento.
Quem não parece nada preocupado com a política do Governo para o Concelho da Moita, são os eleitos locais da oposição que, incorporados num batalhão de varzeóticos, armados com lupas, tentam a todo o custo, detectar algo no P.D.M. que possa servir para fazer barulho, baralhar os munícipes e desviar as atenções daquilo que é essencial para o bem-estar das populações. Sendo que esta ladainha que nada tem de pontual, está para durar e com o aproximar das eleições, qualquer dia veremos os trás magníficos da Várzea, com tambores e trompetes, a proporem qualquer coisa que possa transformar o Concelho da Moita numa espécie de Vila Nova da Rabona, com um Lopes da Silva qualquer à frente, a dizer que no Concelho da Moita está tudo mal e que o caminho certo seria algo do estilo Felgueiras, Oeiras ou Salvaterra.
Mas espero que os eleitores do nosso Concelho os mandem dar uma curva, porque pelo que fazem pelos munícipes, a expressão eleitoral das forças políticas que representam, deveria ficar-se pelos votos dos próprios candidatos e de alguns incondicionais familiares.

José Vieira
Membro da Assembleia de Freguesia da Baixa da Banheira

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