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Quotidianos

TTT - A Ponte da EsperançaPor Carlos Alberto (Carló)

A Ponte da Esperança, ligação TTT desejada, peça indispensável, ganha estatuto de eixo de progresso e futuro para o Barreiro.
A Terceira Travessia do Tejo, ficava bem se baptizada com o nome de Álvaro Velho, marinheiro português, cuja origem se bem que com pareceres controversos, é de nascimento barreirense. Conhecido por ser autor do diário ou roteiro da viagem de Vasco da Gama à Índia. O seu manuscrito encontra-se na Biblioteca Municipal do Porto.

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TTT - A Ponte da Esperança Por Carlos Alberto (Carló)

Por Jornal Rostos

O Barreiro caminha para o seu terceiro paradigma, que todos os barreirenses devem acompanhar de forma solidária, para que tenha êxito.
Em tempos remotos, o Barreiro isolado na sua península tinha por companhia permanente os rios Tejo e o Coina.
As marés traziam o alimento marinho de que viviam os Camarros. As quintas forneciam a fruta e legumes que nutriam o povo do interior.
O mar e o campo, celeiros da península barreirense, satisfaziam a curta ambição do disperso e reduzido povo.
O seu recato, aparente refúgio e descrição, garantira-lhe lugar na história dos Descobrimentos, e um dos protagonistas dessa história, Álvaro Velho de origem da Terra do Barro, das barreiras e dos pescadores da Barra, poderia ficar ligado à Terceira Travessia do Tejo.
Um dia, a ferrovia chegou e os comboios transformaram a vila de pescadores numa centralidade múltipla que se construía na aproximação às suas periferias.
O vapor o ligou nas marés à capital. A cortiça e o seu odor inundaram as ruas e as fábricas se encheram de obreiros. A massa operária proliferara, característica que a produção corticeira o Barreiro envolveu, na senda do progresso a força colectiva de ferroviários mais valia acrescentara, lentamente a vila de pescadores, mais ou menos recatada, pouco visível, sem cultura de exigência por direitos, para urbe reivindicativa na era da fábrica química, a Terra de Álvaro Velho, se projectara e vila operária se fez.
A indústria química instala-se no início do século XX. Volumosos activos juntam-se aos esforçados ferroviários e corticeiros. Ganha volume a produção. Cresce a população, as vozes e as consciências adquirem amplitude.
O século xxi alterou o paradigma barreirense. Da concentração da massa trabalhadora para a centralidade e mobilidade das duas margens, como afirma categoricamente o presidente da edilidade, Carlos Humberto, é o próximo futuro da Cidade ex-vila operária. E dele faz parte a Ponte TTT.
A terceira via sobre o Tejo é crucial para que o Barreiro se assuma como um centro de gravidade económica regional e prolongamento natural das suas duas matrizes anteriormente, terra de pescadores, da indústria e finalmente território central de expansão.
A Ponte da Esperança, ligação TTT desejada, peça indispensável, ganha estatuto de eixo de progresso e futuro para o Barreiro.
A Terceira Travessia do Tejo, ficava bem se baptizada com o nome de Álvaro Velho, marinheiro português, cuja origem se bem que com pareceres controversos, é de nascimento barreirense. Conhecido por ser autor do diário ou roteiro da viagem de Vasco da Gama à Índia. O seu manuscrito encontra-se na Biblioteca Municipal do Porto.
Para aproximar a nossa compreensão do que poderá ser o futuro, é determinante conhecer as vias percorridas do passado que funcionam como estrutura da história e permitem antever um futuro com regular acerto.
O Barreiro tem de sair da encruzilhada do presente e a mobilização geral para o futuro é necessária. A Ponte da Esperança de hoje, proponho vir a ser a Ponte Álvaro Velho na sua inauguração, assim os barreirenses o desejem e se mobilizem para o conseguir.

Carlos Alberto (Carló)

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