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Quotidianos

A Quinta do Saldanha - MontijoPor José Bastos

Devia ser construído um percurso pedonal desde o Cais de Aldeia Galega até à Quinta do Saldanha, passando pelo Moinho de Maré do Cais, esteiro da Quebrada, ruínas do Moinho do Meio, ruínas do Moinho do Cabo (Moinho Velho), antigas salinas até ao átrio da Quinta.

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A Quinta do Saldanha - Montijo Por José Bastos

Por Jornal Rostos

O monte da antiga Quinta do Saldanha, recuperado pela Câmara, que durante séculos pertenceu à família Saldanha da Gama é o que resta de umas dezenas de quintas que existiram em Aldeia Galega até à metade do século XX.

A Quinta tinha 18 hectares de terra de semeadora, um monte constituído por um prédio de habitação, instalações para o gado, casas para o caseiro e outros trabalhadores e uma ermida.

A ermida do Senhor dos Aflitos, com porta para o átrio público da Quinta, foi sempre motivo de fé para as gentes da zona.

Faz parte do recheio da ermida um riquíssimo Cristo em marfim indo-português do século XVII.

Muitas pessoas ainda hoje fazem promessas ao Senhor dos Aflitos.

A família Saldanha da Gama andou por aqui quase três séculos, desde pelo menos 1532, data em que António Gama pediu à Ordem de Santiago para instalar quatro engenhos de moinho, num esteiro que ainda hoje existe em frente da Quinta do Saldanha.

Em 1578, Jorge da Silva Gama, era provedor da Santa Casa da Misericórdia de Aldeia Galega. Antónia Silva filha de Antonio da Gama aparece a exercer o mesmo cargo em 1618.

O monte da Quinta foi todo recuperado pela Câmara e está enquadrado hoje num bonito jardim (antiga horta da Quinta), com cerca de 20.000m2.

Toda a zona perto do Rio, tem uma grande importância histórica, para a nossa comunidade e merece ser explorada em termos turísticos.

Devia ser construído um percurso pedonal desde o Cais de Aldeia Galega até à Quinta do Saldanha, passando pelo Moinho de Maré do Cais, esteiro da Quebrada, ruínas do Moinho do Meio, ruínas do Moinho do Cabo (Moinho Velho), antigas salinas até ao átrio da Quinta.

Para o percurso ser acessível é necessário uma pequena ponte de madeira sobre o esteiro da Quebrada.

Só dando a conhecer aos novos residentes a nossa história, o nosso património e as nossas raízes é possível conseguirmos uma comunidade coesa e com gosto pelas coisas da nossa Terra. É um património simples mas com um grande significado pois mostra bem que a nossa comunidade foi sempre muita trabalhadora e imaginativa.

José Bastos

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