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As greves e manipulações do sector públicoPor José Bastos

Espera-se que em 2009, com o aumento do desemprego e com a necessidade do estado conseguir dinheiro para apoiar os desempregados, não sejam os funcionários públicos que têm emprego garantido e os rendimentos aumentados a vir para a rua com mais exigências. A população hoje já percebe estas coisas.

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As greves e manipulações do sector público Por José Bastos

Por Jornal Rostos

No último trimestre do ano de 2008, em plena crise financeira mundial, Portugal assistiu a algumas greves e manifestações, todas elas ligadas ao sector público: professores, cantoneiros de limpeza das Câmaras de Lisboa e do Porto, trabalhadores da Soflusa (barcos do Barreiro), serviço público de autocarros da Cidade do Porto e já perto do Natal foi desconvocada uma greve da TAP.

Verdade seja dita que durante este período não constou nenhuma greve do sector privado.

A crise económica a nível mundial é muito grave e os trabalhadores das empresas privadas têm consciência que podem perder o emprego de um momento para o outro, o que é de facto desesperante.

Já sabemos que o desemprego vai aumentar, o que desconhecemos em absoluto é a dimensão desse aumento.

Também sabemos que a inflação, os juros de empréstimos e os combustíveis, vão diminuir no próximo ano.

A grande preocupação dos políticos de todo o mundo é que o desemprego não atinja níveis incontroláveis.

A garantia de emprego é fundamental no momento que atravessamos. Ninguém no sector privado está certo de ter emprego seguro, isso só acontece no sector público.

Enquanto, os trabalhadores do sector privado têm muitas dúvidas do que lhes vai acontecer em 2009, os do sector público já sabem que têm emprego garantido e que o seu poder de compra vai aumentar em relação a 2008.

O aumento de salários para 2009, para os funcionários públicos já anunciado de 2,9% é superior à inflação prevista.

As despesas com os juros de empréstimos à habitação vão diminuir, porque a euribor está a descer todos os dias.

Os combustíveis para os que utilizam automóvel estão a reduzir, e os transportes públicos já se sabe que não vão ser aumentados.

Foi o sector público do estado que encheu as manifestações organizadas pelo PCP e CGTP em 2008. Aliás as greves foram quase todas nos sectores do Estado.

Espera-se que em 2009, com o aumento do desemprego e com a necessidade do estado conseguir dinheiro para apoiar os desempregados, não sejam os funcionários públicos que têm emprego garantido e os rendimentos aumentados a vir para a rua com mais exigências. A população hoje já percebe estas coisas.

José Bastos

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