ANO NOVO, VIDA NOVA?Por Florbela Viegas

Por Jornal Rostos
Quantos de nós não gostaríamos de ter ouvido dizer que no dia 31 de Dezembro de 2008, faleceu a pessoa que atrapalhava a vida de cada um de nós?
Nesse dia, quando os funcionários de uma empresa Barreirense, chegaram para trabalhar, encontraram na respectiva portaria, um cartaz enorme, que dizia:
"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava a tua vida na Empresa. Estás convidado para o velório na Igreja de Nossa Senhora do Rosário".
Todos ficaram curiosos e rumaram à Igreja, para saber quem seria essa pessoa que tanto tinha atrapalhado a vida de cada um, bloqueando a sua evolução e o seu crescimento.
A agitação dentro da Igreja era tal, que foi preciso chamar a PSP, para organizar a fila do velório e, à medida que as pessoas se iam aproximando do caixão, a excitação aumentava. Muitos perguntavam:
- Quem será que morreu e que estava a atrapalhar o meu progresso?
Outros pensavam:
- Ainda bem que esse infeliz se escafedeu!
Um a um, todos os trabalhadores, foram-se aproximando do caixão. Olhavam pelo visor do mesmo, a fim de reconhecerem o defunto. Engoliam em seco e saiam de cabeça baixa, sem nada dizer.
Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para a saída, consternados.
Os restantes, muito curiosos, mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar a identidade do falecido.
Perante tanto mistério, a mesma pergunta ecoava na mente de todos: "Quem estará dentro daquele caixão"?
Um a um todos foram dando conta que o visor do caixão era um espelho e que cada um se via a si próprio.
Cada um foi chegando à conclusão que, se existe alguém capaz de limitar ou de favorecer o nosso crescimento, essa pessoa somos nós mesmos. Somos a única pessoa que pode fazer a revolução de uma vida.
O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo dos seus próprios pensamentos e dos seus actos. A forma como encaramos a vida e interagimos, é que faz toda a diferença. A vida muda, quando mudamos. Somos os únicos responsáveis por ela. Somos os únicos que podemos prejudicar a nossa vida mas também somos as únicas pessoas que podemos salvar-nos de nós mesmos e aos outros.
O início de cada ano é, habitualmente, uma altura de meditação sobre o passado, o presente e o futuro. As comemorações associadas à passagem de ano são, nesse sentido, uma forma de podermos vir a satisfazer as perspectivas de mudança para uma vida melhor. Mas será que todos cumprimos as promessas que fazemos ao bater das doze badaladas?
Todo o ano que começa traz um espírito de novidade, aquela sensação de que a vida pode mudar para melhor. Apesar de saber que o tempo é contínuo e o calendário apenas uma convenção, a maioria das pessoas vê a passagem de ano como um marco e toma as chamadas resoluções de Ano-Novo.
Quem é que nunca jurou parar de fumar, fazer dieta, estudar e trabalhar mais, lutar por uma promoção e por melhores condições de vida?
Muitas vezes o entusiasmo não dura nem até ao fim de Janeiro, mas também há quem leve a sério o prometido e altere toda a sua vida em função disso.
Não sou de grandes planos para o ano seguinte, que mais não é que o dia seguinte. Passo de ano com a alegria de quem já conta mais um ano e o viveu o melhor que pôde. Mas, desta vez, vai ser diferente. Quis o destino que se concentrassem neste final de 2008/início de 2009 algumas alterações na minha vida profissional que me deixam mais expectante que o habitual.
Sinto, portanto, que, se Deus quiser, 2009 vai ser em grande!
Só dependerá de mim e de si também.
Um Excelente Ano 2009, para todos!
Florbela Viegas














