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O aproveitamento da água do aquífero primário – Um projecto inovadorPor José Bastos

A grande inovação do projecto que agora vai ser construído, é o aproveitamento das águas poluídas, do aquífero primário que não podem ser utilizadas para consumo humano.

Na nossa região existe um importante aquífero que abastece de água para consumo toda a população, regas e as mais diversas utilizações. Sem água é impossível existir vida humana.

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O aproveitamento da água do aquífero primário – Um projecto inovador Por José Bastos

Por Jornal Rostos

A Câmara de Montijo, vai construir numa área de cedência da urbanização da quinta do Saldanha, um parque urbano verde, com equipamentos desportivos e de lazer, com cerca de 20.000 m2, junto às piscinas municipais.

A Câmara liderada por Maria Amélia Antunes, em três mandatos, construiu na urbanização da antiga quinta, que tinha cerca de 18 hectares, três espaços verdes de grande valor ambiental. Recuperou o monte da quinta de grande valor histórico que ficou integrado num jardim (20.000 m2), construiu uma zona verde das piscinas até à cadeia com cerca de 15.000 m2 e agora um parque urbano a Norte da quinta com cerca de 20.000m2
Não é fácil encontrar na região uma urbanização que dos 18 hectares, 5,5 hectares fossem destinados as espaços verdes e de lazer.

A primeira fase desta urbanização foi aprovada pela Câmara em 1979, portanto já lá vão trinta anos. À época, isto é nos oitenta do século passado, para justificar a construção de mais prédios nas áreas de cedência diziam que existiam muitas áreas de disponíveis na zona que não eram necessárias. Nunca concordei com essa argumentação, bati-me sempre para que as áreas de cedência não fossem transformadas em lotes para prédios,
Mas apesar de um combate político duro que acho que valeu a pena, foram construídos 20 prédios em áreas de cedência e a Câmara prescindiu de 10.000m2 em frente à Escola Jorge Peixinho, por troca com obras.

Uma das obras foi feita na Praça de Sarilhos Grandes, com materiais de fraca qualidade que estão este ano a ser substituídos pela Câmara.
As três zonas verdes, em conjunto, da zona do Saldanha, têm uma área muito maior que o nosso parque municipal que tem 39.000m2.

A grande inovação do projecto que agora vai ser construído, é o aproveitamento das águas poluídas, do aquífero primário que não podem ser utilizadas para consumo humano.
Na nossa região existe um importante aquífero que abastece de água para consumo toda a população, regas e as mais diversas utilizações. Sem água é impossível existir vida humana.

O nosso aquífero é profundo, mas durante muitos anos fomos buscar água até 60 m de profundidade. Hoje, a água que é captada a esta profundidade está poluída por nitratos
(azotos) e fósforo, causados pelos adubos utilizados na agricultura, pelos dejectos dos suínos, esgotos das zonas urbanas e industriais.

Hoje, a Câmara vai captar água de muito boa qualidade a mais de 200 metros de profundidade que ainda assim, só é consumida depois de tratada
Este projecto pioneiro da nossa Câmara vai captar a 60 metros água poluída para regas das zonas verdes, ficando a água tratada e de muito boa qualidade para consumo público.
A água com nitratos ´é excelente para regas porque se trata de um bom fertilizante para as plantas..

José Bastos

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