Família adiadaPor Henrique Cardador
Com total firmeza digo que “NÂO”.

Por Jornal Rostos
Nos dias de hoje existe um flagelo silencioso. Este flagelo atinge 500.000 casais na nossa sociedade, fazendo com que o desejo de criar uma família seja constantemente adiado.
Os casos de infertilidade são recorrentes e aumentam todos os dias, engrossando assim as imensas listas de espera, com períodos médios de dois anos até se conseguir a primeira consulta. Os valores envolvidos para se efectuar o tratamento são enormes, estes atingem os 3.000€ no serviço público e os 20.000€ no privado.
O paradigmático é que o Governo em Novembro de 2007 anunciou com alguma satisfação; que os todos os casais com problemas de fertilidade, iriam ter comparticipação total nos tratamentos, na verdade esses mesmos casais em
2009 vêem-se obrigados a recorrer a empréstimos, a vender o carro, a trocar de casa; e por estes exemplos pode-se verificar o desespero em que se encontram, pois só querem realizar o sonho de constituir uma verdadeira família e ter um filho, esta é definitivamente uma questão de saúde publica, que seria totalmente evitável se o governo cumprisse com o que prometeu, é importante saber que não é a sociedade que está a pedir; foi o Governo que disse que o faria.
Não é justo para os casais, estarem sentados a assistir ao compasso do relógio biológico, reduzindo cada vez mais as ossibilidades de uma gravidez com sucesso.
Os leitores devem estar a pensar, "Mas porque é que estes casais não adoptam?"; posso responder a essa questão com outro artigo, mas deve-se levantar o véu apenas com esta frase; “O tempo de espera para a adopção duplica; existem casais que estão em lista de espera há cinco anos.”
Portugal é dos países com a população mais envelhecida na Europa. O Governo PS prometeu publicamente colmatar esta deficiência do Serviço Nacional de Saúde, mas nada fez … faltou à sua promessa! Enquanto isto, no “reverso da moeda” o aborto é rápido, gratuito e fácil. É justo?
Com total firmeza digo que “NÂO”.
Henrique Cardador
Militante do CDS-PP do Barrerio














