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Barreiro e o desempregoCarlos Nunes

A Câmara do Barreiro e o seu Presidente (assim como outras instituições e notáveis) vão-se associando à propaganda do Governo Socialista entusiasmados pelos projectos imobiliários que serão erguidos em cima das indústrias antes derrubadas. Até poderia estar de acordo, caso o Barreiro tivesse na sua raiz uma vertente de “cidade de serviços”. Mas não é o caso.

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Barreiro e o desemprego Carlos Nunes

Por Jornal Rostos

Desde há mais de 100 anos, que o Barreiro foi sempre uma Cidade de visão industrial, por via do desenvolvimento da CUF e das oficinas da CP, sendo estes pólos industriais geradores de emprego sustentável e duradouro.
Paralelamente foram sendo criadas por " iniciativa capitalista " novas industrias como a Siderurgia Nacional no Seixal e os estaleiros navais da Lisnave em Almada.

Através da reconversão dos quatro grandes pólos industriais durante os anos 80, surge na Península de Setúbal, após 10 anos, o projecto Auto Europa e a sua indústria de componentes. Esta empresa, desde logo criada com o “fim à vista”, foi e é a principal (e única até à data) aglutinadora de grande parte do desemprego gerado pelas políticas de esquerda dos sucessivos governos.

Dez anos após a entrada do novo milénio, o País e particularmente o Barreiro está na eminência de um novo surto de desemprego e consequente perda de população residente. Não se põe em causa as virtudes dos novos projectos de acessibilidades, os quais a Concelhia do CDS-PP do Barreiro apoia, mas não são estes os criadores de emprego sustentável a longo prazo.

A Câmara do Barreiro e o seu Presidente (assim como outras instituições e notáveis) vão-se associando à propaganda do Governo Socialista entusiasmados pelos projectos imobiliários que serão erguidos em cima das indústrias antes derrubadas. Até poderia estar de acordo, caso o Barreiro tivesse na sua raiz uma vertente de “cidade de serviços”. Mas não é o caso. Poder-se-á sempre mencionar os grandes projectos populistas que nos últimos anos têm surgido nos órgãos de comunicação social quando convêm (leia-se de acordo com os interesses de alguns), nomeadamente, a Cidade do Cinema e as Marinas. Estes projectos seriam considerados como geradores de emprego, mas já foram implementados? Não, e pior que isso … não existe qualquer data prevista para que aconteça. A Câmara Municipal do Barreiro não deveria influenciar os órgãos de decisão para que estes projectos viessem para o Barreiro? Claro que sim, mas muito pouco tem feito.

Segundo notícias divulgadas este Sábado, o consórcio austríaco liderado pela Steyr, com quem o Estado português contratou a compra de blindados para as Forças Armadas, pretende transferir a sua produção para a República Checa, colocando em causa empresas portuguesas que os co-produzem. Só a Fabrequipa, no Barreiro, poderá perder quase cem milhões de euros e ter de despedir cerca de 200 trabalhadores. Mas felizmente o contrato tem todas as garantias para obrigar quem o subscreveu a cumprir. Caso a empresa austríaca Steyr-Daimler-Puch o não cumprir, tem penalidades muito altas. Este contrato foi feito por alguém que soube defender os direitos de Portugal, que soube trazer tecnologia, emprego e empresas para o nosso país.

Hoje e no futuro a população do Barreiro não pode nem poderá agradecer ao staff camarário o empenho por ter criado tantas NOVAS OPORTUNIDADES (leia-se emprego duradouro) .

Carlos Nunes
Secretário da Comissão Politica do CDS-PP do Barreiro

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