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Quotidianos

O Silêncio dos Elefantes ou the Silence of the Lambs ?Por José Assis

No tempo de Bush, Cheney era o terrível Darth Vader, que afastava tudo o que não fosse da sua ideologia. Ruidosa a respiração do vilão. Hoje, Obama quer uma relação pragmática com o Irão no sentido do desarmamento. Sabemos que Mahmoud acredita, livre, legítima e fortemente na fé Islâmica mas isso não é, nem pode ser, motivo nem fundamento para se fechar o diálogo ecoménico e politico entre os Povos e afastar o justo controlo de materiais "nucleares" como o urânio "baixo enriquecido"- uma tonelada é o valor oficial na posse do Irão.
Obama terminou com o denominado "eixo do mal", enquanto definição orientadora e doutrinadora da politica externa americana.

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O Silêncio dos Elefantes ou the Silence of the Lambs ? Por José Assis

Por Jornal Rostos

Com o regresso a casa do casal Obama, alguns analistas foram já cáusticos e não deixaram descansar o Presidente. Não se esquecendo do lançamento do míssil Norte Coreano e sem o consenso, inequivocamente desejável tanto melhor se imediato, no Conselho de Segurança da ONU,sobre esse acto hostil, os opinadores americanos não deixaram de relevar o que, dizem ser a ausência activa de Obama nesse incidente, chegando a dizer que o "telefone tocou" mas o Presidente não estava no preciso momento do acontecimento, ou no interim próximo do lançamento.

Desde Gail Collins, que precisa mesmo que Obama estava a dormir às 3.30 m ( 4.30 m no Praga Hilton) quando foi lançado o maldito "satélite" e que não acordou, insinuando que o Presidente estava de férias, desvalorizando a sua visita a este continente, até aos liberais mais puros, que defendem a restituição de todo o dinheiro que foi aplicado a titulo de apoio da administração para a "salvação nacional americana", se for condição essencial, para esse recebimento de apoio, a intervenção do Estado na economia americana,direccionando-a o que, claro, contestam, Obama tem de tudo.

E os Elefantes?
Neste novo modelo de actuação de politica externa, os Republicanos parecem um pouco desconcertados e nem as" festas do chá", supostamente catalisadoras do descontentamento, a deduzir à imposição fiscal da administração e revisitadoras da história revolucionária americana, conseguem mais do que o desdém da maioria. Já há quem queira redefinir os conceitos e aproximar o conceito de "pouco liberal" aos Republicanos, tentando, desse modo, descolar a marca de socialista que muitos atribuem a Obama. Estarão os Elefantes à "espera do futuro"? Ou, conspirativos quererão reagrupar em torno de um possível fracasso dos Democratas, capitalizando um saudosismo ( em sentido impróprio pois nunca entendi como pode haver saudosismo sem saudade e como pode haver saudade sem ser aqui) e voltar em força, tão breve quanto possível?

A Coreia Nortenha e Nuclear , o Irão e finalmente o Estado Palestiniano

A Coreia do Norte, desesperada com a receptividade do mundo não ocidental para pacificação mundial, quis marcar a sua presença no globo através de um acto hostil e pretensamente intimidador dos seus vizinhos,exibidor do seu programa nuclear que não quer abandonar. Esquecida por Fidel, a Coreia comunista quis dizer ao mundo que não alinha pela paz e que a sua linha de actuação é a do isolacionismo belicista, tão criticado, e bem, pelos seus seguidores ocidentais - conhecidos na Europa, só o PCP- que se opuseram, e bem, a Bush, ficando, agora, silenciados pela atitude de Kim Yong, esse grande líder da "gloriosa Coreia do Norte"," nação modelo" e outros qualificativos que ocupam o imaginário e influenciam a prática de alguns responsáveis pela extrema esquerda em Portugal. A Rússia e a China, às portas de Pyongyang, terão, porventura, adiado a composição consensual de uma decisão que deve ser, inevitavelmente, de firme condenação do acto, à luz do direito internacional. Não havendo qualquer semelhança entre os planos nucleares, o Coreano e o Iraniano, diferença essa aliás retratada pelo próprio Mohamed Elbaradei, Nobel da Paz de 2005,responsável pela Agência Internacional de Energia Atómica, o certo é que Mahmoud Ahmadinejad, ficou bem melhor na fotografia do caminho para a paz do que o terrível sistema Norte Coreano, bem querido de Bernardino Soares e seus pares parlamentares portugueses comunistas.
No tempo de Bush, Cheney era o terrível Darth Vader, que afastava tudo o que não fosse da sua ideologia. Ruidosa a respiração do vilão. Hoje, Obama quer uma relação pragmática com o Irão no sentido do desarmamento. Sabemos que Mahmoud acredita, livre, legítima e fortemente na fé Islâmica mas isso não é, nem pode ser, motivo nem fundamento para se fechar o diálogo ecoménico e politico entre os Povos e afastar o justo controlo de materiais "nucleares" como o urânio "baixo enriquecido"- uma tonelada é o valor oficial na posse do Irão.
Obama terminou com o denominado "eixo do mal", enquanto definição orientadora e doutrinadora da politica externa americana.
Com essa declaração Netanyahu apoia a ideia do Estado Palestino e quer falar com Abbas sobre essa ideia. O mundo Árabe quer a paz, o silêncio dos "carneiros" faz-se ouvir num aplauso.

Saramago lúcido, decente e... Nobel.

Aceitou a décima posição na lista do PCP ao Parlamento Europeu. Mesmo com os problemas de saúde e continuando um pessimista confesso e praticante, o Doutor José Saramago, assume o seu combate pelos direitos do Homem e, contrariamente a outros militantes ou simpatizantes comunistas, faz o seu percurso cívico, internacionalista e para um mundo de paz, contra, por exemplo, o terrorismo das Farc. Sempre assumiu o Ibérismo como modelo a prosseguir na Península e só por isso fico curioso em saber o que pensa sobre a construção da Europa. O enorme respeito pelo nosso Nobel da Literatura só pode permitir e até obrigar ao silêncio "ouvidor" do seu pensamento. O futuro da Colômbia e a paz naquele país foi o tema de um debate que contou com um ex deputado colombiano ex refém das Farc e que ocorreu em Espanha, tendo sido co-organizado pela fundação do escritor português. Um exemplo a seguir, em especial para os que persistem no "erro armado da revolução".

José Assis

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