As novas trovas do vento que passa… ou uma apreciação financeira do MunicípioPor Maria João Quaresma

Por Jornal Rostos
Exercício económico após exercício económico, a gestão da Câmara em termos económicos e financeiros vai lenta mas seguramente consolidando aspectos positivos.
Independentemente dos Municípios terem tido oportunidade de aproveitar uma ferramenta financeira que lhes aliviou a Tesouraria e desta forma os compromissos a curto prazo, o certo é que se tal oportunidade tivesse sido mal gerida de nada teria servido.
Logo o que eu pretendo, é valorizar, por ser objectivamente verdadeira, a gestão financeira do Executivo Municipal, não pondo em causa a prestação de serviços aos Barreirenses (nenhuma delas foi, até agora, beliscada!).
O certo é que a Câmara Municipal do Barreiro, tem garantido um equilíbrio de gestão e vindo a alcançar um sucesso de resultados positivos que não sendo expressivos, configuram uma recuperação lenta mas eficaz, da gestão financeira do Município.
Desde que há POCAL e após os 4 primeiros anos de resultados negativos, temos vindo a assistir (nos últimos 3 anos) a uma inversão desta tendência de forma segura, reforçando os fundos próprios do Município o que é estruturalmente significativo.
Contudo, não há que iludir a realidade porque a mesma não é imutável – a crise financeira existe, continua, desconhecendo-se quando e como poderá atenuar-se e/ou desaparecer.
Encher apenas a boca com esta referência e nada fazer, é pouco muito pouco.
Tal significa, na realidade, menor capacidade aquisitiva dos Barreirenses, com os naturais reflexos por parte da cobrança de receita para o Município (e aí estão os primeiros dados de 2009 relativos ao trimestre inicial para o comprovar).
Impõe-se, ou melhor continua a impor-se, um acompanhamento de muito perto destas realidades, para que antecipadamente se possam diagnosticar tendências que poderão, eventualmente, conduzir à necessidade de equacionar e rectificar o nível da prestação de serviços aos Munícipes, limitando-os.
Não se trata de augurar uma perspectiva negativa, mas tão só a noção prudente sobre as realidades actuais.
O objectivo desta gestão autárquica, continua a ser, naturalmente, a resolução dos problemas dos cidadãos do Barreiro.
As várias vertentes de trabalho, Quimiparque, Centro do Barreiro, Zonas Ribeirinhas, ligadas às grandes realizações da Terceira Travessia do Tejo (TTT), e do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL), conduzem a novos desafios e novas respostas para o nosso Concelho e tudo isto tem e deve ser feito sem perda de qualidade de vida das populações, que já foi adquirida.
Vale a pena continuar a fazer!
Maria João Quaresma
Deputada Municipal da CDU
Barreiro, 20 de Abril de 2009














