A um mês das Eleições EuropeiasPor Henrique Ferreira
Curiosos são os factos, de o método aplicado por esta empresa não apresentar qualquer estimativa de abstenção e o CDS-PP ser o único partido que não vê o seu resultado aumentado, os outros passam para o dobro ou mais ainda.

Por Jornal Rostos
Durante uma campanha eleitoral são sempre divulgados os resultados das sondagens de intenções de voto dos portugueses e os valores gastos em campanha pelos diversos partidos.
Este fim-de-semana foi publicado em diversos órgãos noticiosos uma sondagem de opinião acerca das Eleições Europeias de 2009. Curiosos são os factos, de o método aplicado por esta empresa não apresentar qualquer estimativa de abstenção e o CDS-PP ser o único partido que não vê o seu resultado aumentado, os outros passam para o dobro ou mais ainda. Uma outra empresa, também esta semana, atribui ao CDS-PP uma intenção de voto de 8,3%. As sondagens valem o que valem! Mas duas questões pertinentes devem ser efectuadas: Porque é que as duas empresas apresentam resultados tão diferentes? E porque é que os órgãos noticiosos deram tanto ênfase às sondagens menos boas?
Portugal encontra-se numa situação económica e social muito difícil, por exemplo: desempregados existem meio milhão. O Presidente da República tendo conhecimento da realidade portuguesa, solicitou aos diversos partidos que durante as campanhas moderassem os gastos e evitassem qualquer “esbanjamento”. Na próxima campanha às Eleições Europeias, o PSD vai gastar 2,2 milhões de euros, o PS 1,5 milhões de euros, o PCP 1,2 milhões de euros, o Bloco de Esquerda 800 mil euros, o CDS-PP 200 mil euros. O PS e o PSD juntos gastam 3,7 milhões de euros. Mas este ano, após as europeias vêm as legislativas e as autárquicas... Os portugueses devem meditar sobre esta atitude dos diversos partidos e questionar qual é a atitude correcta?
As Eleições Europeias do próximo dia 7 de Junho vão ser a primeira oportunidade para os portugueses através do voto fazerem a opção correcta. Os deputados eleitos para o Parlamento Europeu serão chamadas a pronunciar-se acerca de serviços financeiros, politica social, alterações climáticas, alargamento da UE, imigração, terrorismo, segurança, agricultura, pescas e aplicação do Tratado de Lisboa. Portugal necessita de deputados no Parlamento Europeu portugueses com visão europeísta (e não somente “europeus”), que saibam defender/conciliar os interesses nacionais com os da Europa.
Henrique Ferreira
Presidente da Comissão Politica do CDS-PP do Barreiro














