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Quotidianos

A nossa manifestaçãoPor Eduardo Teixeira

A nossa manifestação é a manifestação de todas as trabalhadoras e trabalhadores, que estão contra: A s alterações negativas á legislação laboral que permitem, os bancos de horas, os lay-off´s, o trabalho extraordinário não remunerado, estimula a individualização das relações de trabalho , ou que destroem o vinculo público, as falências fraudulentas, os salários de miséria, a perseguição aos sindicalistas e camaradas de trabalho que elegemos para nos representar.

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A nossa manifestação Por Eduardo Teixeira

Por Jornal Rostos

Milhares de trabalhadores, mulheres homens, novos e velhos encheram mais uma vez a Avenida Almirante Reis e durante mais de 3 horas (o tempo que lá estive) desaguaram na luminosa Alameda que aos poucos e poucos foi ficando rubra, reflectindo o vermelho das bandeiras. Foi a Manifestação do 1º de Maio- Dia do Trabalhador organizada pela CGTP-Intersindical Nacional : A nossa manifestação!

A nossa manifestação onde gritamos bem alto que queremos: Mais emprego, salários justos, mais salários, saúde pública, escola pública, manutenção dos direitos laborais conquistados ao longo dezenas de anos pelas lutas dos nossos pais e avós, pelas nossas lutas. Gritamos a uma só voz que queremos direitos iguais independentes do género, independentes da nossa nacionalidade. Na nossa manifestação somos todos iguais, homens e mulheres, imigrantes: Somos todos trabalhadores que queremos uma mais justa distribuição da riqueza gerada pela força do nosso trabalho.

A nossa manifestação é a manifestação de todas as trabalhadoras e trabalhadores, que estão contra: A s alterações negativas á legislação laboral que permitem, os bancos de horas, os lay-off´s, o trabalho extraordinário não remunerado, estimula a individualização das relações de trabalho , ou que destroem o vinculo público, as falências fraudulentas, os salários de miséria, a perseguição aos sindicalistas e camaradas de trabalho que elegemos para nos representar. Nós que estamos contra os falsos moralistas e traidores da classe trabalhadora que a troco de uma qualquer mordomia da empresa onde têm responsabilidades de defesa dos seus companheiros se transvestem e passam, no essencial, a defender a todo o custo o patronato. E a ser seus porta vozes de facto.

Esta é a nossa manifestação. Este é o nosso 1º de Maio. É este o destaque que nos é devido, aos milhares de mulheres e homens que comemoram de forma livre e democrática o seu dia, o Dia do Trabalhador.

Tudo o resto é espectáculo. Espectáculo digno de novela e com todos os habituais ingredientes: Actores principais, secundários, canastrões, argumentos gastos e requentados. O guião, esse, é sempre o mesmo, com as mesmas falas e deixas estafadas, com os mesmos lugares comuns. Tudo coberto e recoberto pelas câmaras, microfones e penas dos media dominantes. O guião é incoerente qb e vai zigaziando em várias cenas até ao fim da estória. Pelo meio registam-se desvarios tresloucados de actores menores que ambicionam um papel mais relevante na próxima novela, um cargo, um lugar. E fazem tudo de tudo para o conseguir, nem que pelo caminho tenham que ignorar os actos dos seus (deles!) e responsabilizar outros (nossos) por esses mesmos actos e ao longo da narrativa lá vão deixando as suas deixas anti-comunistas, de falseamento da história e do branqueamento do fascismo. O final feliz destas novelas, já nós o conhecemos: Vive feliz a pequena minoria à custa do trabalho da imensa maioria dos trabalhadores.

A nossa manifestação nada tem a ver com esta novela. A nossa manifestação foi a de muitos milhares e milhares de trabalhadoras e trabalhadores que por todo o país exigiram a mudança de rumo na política nacional, para garantir mais emprego, mais salários e o cumprimento e respeito pelos direitos e dignidade para quem trabalha. É este o nosso guião, sem inflexões e sem desvios, sem outras agendas. Esta é e será sempre a nossa luta!

Eduardo Teixeira

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