OS SLOGANS DE UMA CERTA CAMPANHA“PARA UMA NOVA IMAGEM DO BARREIRO” !
Por Rui Ferrugem

Por Jornal Rostos
Na pré-campanha PS à Câmara Municipal do Barreiro, afadigam-se os prosélitos à cata de frases empolgantes e suficientemente comuns aos spots publicitários mais na berra – são os termos “modernidade”, competitividade”, “inovação”, “cool”, “verde”, etc., etc..
A comparação com qualquer campanha de publicidade televisiva ou radiofónica é óbvia, não se distinguindo da promoção ao melhor desodorizante ou às fraldas descartáveis.
Já tínhamos tido os “amarelos” com perguntas do mais elementar basismo, como se alguém não estivesse de acordo em ver arranjadas as ruas ou os espaços verdes, o lixo recolhido, etc., etc..
Não se alvitravam prioridades !
Não, que isso dá trabalho e depois é um caso sério para elencar opções de gestão !
Nem importa referir aos cidadãos que os recursos financeiros são escassos e não se pode ter “sol na eira e chuva no nabal”.
Mas isso não importa !
O que é preciso é captar a atenção para os grandes chavões publicitários, como se fôsse rigorosamente suficiente e bastasse para que o cidadão barreirense fizesse a sua correcta escolha.
Note-se que todos os cartazes terminam ou têm como traço comum a mensagem – “para uma nova imagem do Barreiro”.
Não importa que em Setúbal, por exemplo, se encontrem os mesmos cartazes, só com a alteração da referência local.
Esta é que é a campanha ! É com isto e desta forma que se pretende “vender o produto” que se tem ! É esta a forma de participação pretendida !
Se se preguntasse aos barreirenses e às suas associações representativas, se a imagem do Barreiro tem estado a transformar-se, nestes últimos 4 anos, como nunca antes se vira, a resposta seria significativamente afirmativa.
Bastava a presença massiça nas apresentações sobre a Terceira Travessia do Tejo e/ou sobre o território da Quimiparque (referenciada e até elogiada por representantes das diversas entidades envolvidas, que não a CMB), para já não citar as candidaturas apoiadas, na área da Acção Social (com a aprovação da cedência em direito de superfície de um conjunto de terrenos), para só por si se avaliar dos saltos qualitativos operados.
E o mesmo se poderia referir da ETAR (finalmente em execução e concretização), sem esquecer os novos mini autocarros com percursos circulares bem úteis e eficazes para a população (abrangendo Escolas, Centros de Saúde, Hospital, Finanças, Tribunal, etc.,etc.).
Ou os arranjos a nível da Avª Alfredo da Silva, da muralha da Bento Gonçalves, do POLIS, do novo Mercado 1º de Maio, da Piscina de Aprendizagem do Lavradio, etc., etc.
Não é com campanhas tipo “banha da cobra” que se promove o interesse dos cidadãos e se capta a atenção para os problemas da sua terra ; tais campanhas, pretendendo vender aos incautos “gato por lebre”, evidenciam realmente a falta de capacidade para a apresentação de ideias, propostas e soluções, de acordo com as limitações inerentes à capacidade financeira da autarquia – não basta apenas pedir por boca !
Utilizando um bem conhecido spot publicitário relativo às grandes superfícies, bem se pode concluir – “tu és macaco !”
Rui Ferrugem
Economista
Deputado Municipal (CDU)














