O Futuro é ComumPor José Assis

Por Jornal Rostos
Em Espanha o PSOE e o PP convergiram, no essencial, quanto ao projecto Europeu, no âmbito das eleições do próximo dia 7 de Junho, para o Parlamento Europeu, em especial na defesa da reforma institucional da UE, tendo como base o Tratado de Lisboa.
Sendo certo que os grupos radicais politicos em Espanha, sem grande expressão popular diga-se, continuam a promover o anti-Europeísmo incluindo-se, nesse espaço, os poucos comunistas Espanhois e alguns grupos de extrema-direita, a União Europeia faz parte no roteiro socialista europeu.
Em Portugal, o PSD usou a campanha, para estas eleições Europeias, para consumo interno, de poíitica interna, politiquice até, o que se lamenta. Mas, mesmo quando fala da União Europeia, não deixa de usar a crise, que é global e que tem obrigação de saber que é global com causas externas, para manifestar o seu mais intimo sentimento anti-União Europeia, não se escusando de lançar mão de ideias nacionalistas, algumas delas mesmo, como aquela primária anti-Espanha, que nem lembrava ao mais serôdio cidadão, se porventura houvesse, habituado a viver num país, que, apesar das dificuldades, pertence ao grupo dos países Europeus da zona euro e, portanto, aos países com a estabilidade económica mais garantida, sendo certo que é pacífico, o entendimento, de que não fosse estarmos integrados nesse grupo e a crise teria sido bem mais severa em Portugal.
Com a posição anti-europeia do PCP e de alguns quadrantes do BE, o que já é habitual, o PSD conseguiu ainda alimentar mais esse anti-europeísmo e eurocepticismo, contribuindo negativamente, com uma campanha do bota-abaixo, sem deixar dúvida quanto ao seu enquadramento na família Europeia do PPE, ala mais à direita, sem qualquer identidade com a Social Democracia e nem mesmo com a Democracia Cristã.
Não tenho a menor dúvida que o Professor Vital Moreira irá fazer um bom mandato no Parlamento Europeu, desprendido de tudo o que não seja a vontade em unir mais a Europa e contribuir para uma União mais social e protectora dos direitos fundamentais para os Povos .
Em tempo de crise duas atitudes foram claras: o PSD tentou colocar em causa a construção Europeia; o PS contribuiu para, ainda mais, dar ideias para a sua unificação, e construção a caminho da defesa mais plena dos valores da Paz, da Coesão Social, dos Direitos Humanos, e de uma construção que justifique o Hino da Alegria como o Hino da Europa.
Nos momentos mais dificeis podemos ver a solidez das convicções.
O futuro é comum, inevitavelmente os Povos da Europa livre devem saber conviver soliariamente com essa vivência comum. É bom para todos.
José Assis














