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Quotidianos

“O Porquê do Silêncio”Por Filipe Marques

Hoje os meios de comunicação social estão reféns de outras coisas, diferentes ou nem tanto, da censura. Propriedade de grandes consórcios económicos, reféns dos índices de audiências, naturalmente submetem-se a esses interesses e a verdade nua e crua é que esses interesses não permitem a imparcialidade.
Assim e no que diz respeito a coberturas de acções politica e partidárias ou mesmo de campanhas eleitorais é chocante no mínimo o grau de desvalorização e valorização conforme a conveniência.

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“O Porquê do Silêncio” Por Filipe Marques

Por Jornal Rostos

A actividade jornalista tem o nobre propósito de informar a população em geral, denunciar situações diversas, no fundo influenciar a opinião pública.
No nosso país foi patente esse nobre papel durante a longa ditadura, na qual se destacaram homens e mulheres corajosos que contornando as limitações impostas pela censura conseguiam ainda dar conta que nem tudo estava bem neste jardim á beira-mar plantado.
E hoje?
Hoje os meios de comunicação social estão reféns de outras coisas, diferentes ou nem tanto, da censura. Propriedade de grandes consórcios económicos, reféns dos índices de audiências, naturalmente submetem-se a esses interesses e a verdade nua e crua é que esses interesses não permitem a imparcialidade.
Assim e no que diz respeito a coberturas de acções politica e partidárias ou mesmo de campanhas eleitorais é chocante no mínimo o grau de desvalorização e valorização conforme a conveniência.
Uma sala com cerca de uma centena de pessoas, o tabu do eterno candidato rebelde que no fim de contas alinha sempre ou uma visita de um candidato à sempre eterna feira, têm honras noticiosas, com largos minutos de reportagem. Por outro lado uma marcha com quase uma centena de milhar de pessoas é desvalorizada, já não se usa….dizem.
De facto a falta de cobertura noticiosa em acções da CDU, onde é comum a realização de jantares com centenas de militantes e simpatizantes ou a realização de acções de rua com milhares de pessoas é chocante.
A escolha de personalidades para debates televisivos com temas importantes e fulcrais, onde sistematicamente são esquecidos os comunistas Portugueses, é no mínimo um exercício censório.
O rótulo sempre eterno da “cassete” do PCP, dado por comentadores e jornalistas é ele por si uma “cassete” que necessita de uma actualização! Afinal estamos na época digital e seria normal o choque tecnológico já ter chegado á Comunicação Social.
O que se pretende é uma comunicação isenta e imparcial onde as diversas vozes e sensibilidades nacionais estejam em pé de igualdade.

Filipe Marques
Trabalhador da EMEF
Dirigente do Sindicato Nacional dos Ferroviários

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