VOTAR É VITALPor Carlos Pires
Por tudo o que referi julgo importante participar nas eleições do próximo Domingo. É importante votar porque também nós somos a Europa. O voto de cada um nós pode fazer a diferença. Importa assim apelar a uma forte participação nas eleições do próximo Domingo.

Por Jornal Rostos
No actual cenário dominado pela globalização e pela crise, assume para nós relevância que, também em relação às Eleições para o Parlamento Europeu (PE) que terão lugar já no próximo dia 7, Domingo, tomemos posição em defesa daquilo em que acreditamos, sustentando causas visualizando oportunidades e renovando esperanças.
Do sonho da construção europeia, na qual as pessoas venham cada vez mais a assumir o primeiro lugar das preocupações e das soluções, à reafirmação do exercício do voto como decisivo para o futuro dos europeus e assim dos portugueses, importa assim também aferir e contrapor posições, veiculando aquelas que nos parecem mais correctas por propiciadoras de qualidade de vida e sustentadamente viáveis para os europeus.
Num mundo cada vez mais globalizado sabemos não ser possível qualquer país resolver os seus problemas sozinho. Também nós em Portugal estamos a sentir a crise financeira e a crise económica gerada do outro lado do mundo. A União Europeia (EU) se importante foi para o nosso desenvolvimento e modernização, hoje é unânime o reconhecimento de que teria sido catastrófico para o nosso país se tivéssemos tido de enfrentar esta crise sem o seu manto protector. Por outro lado também é alargada a consciência que só é possível enfrentar a recessão e as suas consequências sociais com que agora nos deparamos, com a nossa acção concertada no âmbito da Europa. A Europa é para Portugal VITAL.
Sob o lema “Nós Europeus e Socialistas” o PS assume no acto eleitoral de Domingo, de forma inequívoca e com orgulho, o papel que tem tido enquanto actor incontornável de diversos e relevantes momentos do processo de integração europeia e do projecto europeu – a negociação e integração impulsionada e concretizada por Mário Soares, a adesão ao Euro e a “Estratégia de Lisboa” promovida por António Guterres, culminando com a conclusão e assinatura do “Tratado de Lisboa” sob a presidência portuguesa protagonizada por José Sócrates –, momentos que, para além do seu significado, são assim e também hoje garante do desempenho consequente e responsável dos que sob a sua égide concorrem.
O relançamento da economia como factor de defesa e promoção do emprego, a necessidade de regulação do sistema financeiro para prevenir novas crises, a construção de uma nova Europa Social, a assunção da liderança no combate às alterações climáticas e a concretização de uma política energética comum, a aplicação de uma estratégia marítima integrada europeia, a reorientação da PAC e da política comum de pescas, a definição de uma nova estratégia para as Regiões Ultraperiféricas (como é o caso dos Açores e da Madeira), o aprofundamento da Europa enquanto espaço de liberdade, de segurança e de justiça, a efectivação da igualdade de género a nível europeu como factor de coesão, a adopção de uma política europeia eficaz e justa, o reforço do papel da EU no mundo, a reafirmação da cidadania europeia pela consolidação de uma nova arquitectura europeia e a defesa dos interesses específicos de Portugal na Europa constituem, entre outras, matérias e compromissos assumidos pelos deputados socialistas que agora se submetem ao sufrágio dos portugueses. O papel do PS na UE tem sido e será VITAL.
Integrados no Parlamento Europeu no Grupo Político do Partido Socialista Europeu (PSE), juntamente com os restantes deputados dos partidos socialistas, trabalhistas e sociais-democratas do Norte da Europa, os deputados do PS irão assim fazer parte de um dos três pilares políticos da EU, posicionando-se histórica e ideologicamente desta forma assumida e diferentemente do PSD e do CDS que se encontram integrados no Grupo Político do Partido Popular Europeu (PPE), e do PCP e do BE que se inseriram no Grupo Político dos Partidos Comunistas e afins.
Esquerda e direita não é a mesma coisa. O voto em cada uma das forças políticas nacionais reforça assim, e ali fundamentalmente, a capacidade de intervenção de cada um dos referidos grupos políticos.
É hoje por muitos reconhecido que a maioria liberal do PPE existente no mandato do PE que agora termina foi responsável pelo conjunto de políticas que levaram à desregulação dos mercados e à minimização objectiva do papel dos estados face àqueles.
Por outro lado também se constata que os partidos comunistas e afins constituem uma diminuta franja de deputados que, enquanto da esquerda anti-sistémica e arrogadamente hostil à própria União Europeia, assim pouco ou nada contam e, deste modo, não se constituem alternativa àquela maioria de direita.
Julgo assim que mais que votar nas próximas Eleições Europeias com motivações estranhas à matéria em sufrágio, votar de modo consequente é votar num grupo político cuja representação faça a diferença e tenha efectiva possibilidade de contribuir para melhorar a qualidade de vida de todos nós enquanto europeus.
O voto no PS apresenta-se-me pois como um contributo decisivo para a desejável alteração da relação de forças políticas nas instituições europeias, reforçando a posição do PSE no Parlamento Europeu enquanto força assumidamente progressista e determinada em matérias como o acesso aos serviços mínimos essenciais, os direitos dos trabalhadores, os direitos das mulheres, o multilateralismo nas relações internacionais, a ajuda ao desenvolvimento ou as negociações relativas às questões climáticas. O voto no PS é VITAL.
Para além dos factores ideológicos que enquadram práticas que se desejam consequentes e estão subjacentes a cada uma das candidaturas, seremos cumulativamente chamados a optar pelos que as protagonizarão. Ou seja, escolheremos também de entre os que agora se candidatam, quais os que julgamos mais conhecedores e capazes de defender os interesses dos europeus em geral, mas também dos portugueses, em particular.
O PS apresenta como seus candidatos às eleições de Domingo uma equipa de homens e mulheres referenciados pela sua experiência política, conhecimento dos dossiers e capacidade de trabalho.
De entre todos permita-se-me uma referência ao Joel Hasse Ferreira, um dos deputados portugueses mais produtivos no PE, com trabalho desenvolvido e publicado no último mandato do PE, e que, por oriundo do Distrito de Setúbal, estou convicto saberá ali ser expressão também dos asseios dos barreirenses.
Para liderar tão capacitada equipa o PS apresenta um homem com profundo pensamento europeu, superior calibre intelectual, admirável honestidade e integridade – o Prof. VITAL MOREIRA.
A Europa não é hoje só uma ideia, é uma necessidade. Importa assim construir uma Europa com real poder e com responsabilidade, que seja um espaço de liberdade, igualdade e solidariedade, que seja um modelo social para o mundo.
Por tudo o que referi julgo importante participar nas eleições do próximo Domingo. É importante votar porque também nós somos a Europa. O voto de cada um nós pode fazer a diferença. Importa assim apelar a uma forte participação nas eleições do próximo Domingo.
Porque a Europa é para Portugal VITAL, porque o papel do PS na UE tem sido e será VITAL, porque o voto no PS é VITAL, VOTAR no próximo Domingo é VITAL!
Carlos M. Pires
Cidadão do Barreiro, militante e autarca na AMB do PS














