Saltar para o conteúdo
Quotidianos

Barreiro: Horizonte de ExcelênciaPor Rui Lopo

A intervenção trigonométrica do Bloco de Esquerda, sobre os fundamentos do Arco Ribeirinho Sul revela um desconhecimento e um alheamento da realidade dos projectos de interesse regional e local, menos mediáticos. Veremos certamente o BE a debruçar-se sobre estas temáticas, porque diga-se, definiu-se localmente muito mal, com o alheamento da defesa dos interesses da Região de Setúbal e do Barreiro ao defender e reafirmar, o desfasamento por muitos anos (ou meses, dependendo da quantidade destes), do módulo rodoviário da futura ponte Barreiro – Chelas.

No Partido Social Democrata, percebe-se a diferença entre a presença no executivo e as opiniões na Assembleia Municipal. Interpreto uma norma na votação. A abstenção, o descomprometimento com eventuais decisões, com o mesmo argumento sistemático.

4 min de leitura
Barreiro: Horizonte de Excelência Por Rui Lopo

Por Jornal Rostos

A Assembleia Municipal do Barreiro, aprovou no passado dia 29 de Junho, uma moção onde se reforça a necessidade do governo dar a conhecer e desencadear acções no âmbito da resolução do Concelho de Ministros onde se decidiu elaborar uma Proposta de Plano Estratégico para o Arco Ribeirinho Sul, nomeadamente para as áreas industriais da Margueira – Lisnave em Almada, Siderurgia Nacional no Seixal, e Quimiparque no concelho do Barreiro.
A recuperação do território da Quimiparque é um elo vital para o desenvolvimento da Área Metropolitana de Lisboa, da Península de Setúbal e do concelho do Barreiro. A CDU promove a sua discussão com opinião Barreirense desde há 10 anos e os sucessivos governos têm escamoteado a perspectiva que o Barreiro tem desta área do seu território.
É crucial que a Proposta de Plano Estratégico consubstancie a opinião que o Barreiro tem sobre o território da Quimiparque. É fundamental que os Barreirenses possam participar activamente no processo de transformação desta vasta área do nosso concelho.
Conhecem-se alguns passos dados na elaboração da referida Proposta de Plano Estratégico, que inclusivamente deram origem às recentes declarações do Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional sobre a localização das valências da cidade aeroportuária na malha do Arco Ribeirinho e em particular nas referidas áreas a regenerar. Falta o mais importante. Conhecermos publicamente o documento, perceber as suas orientações e sobretudo qual o papel das autarquias e das populações na gestão e na intervenção nos territórios.
Não é de estranhar, que nos tempos que correm, mais pressões económicas surjam perante as alterações que se adivinham nestas áreas territoriais, zonas prime da margem Sul. É portanto legítimo, que as populações exijam transparência nos processos de decisão, sejam ouvidas e que a informação flua.
Ficamos também todos a poder interpretar que, mais uma vez, a intervenção do Partido Socialista se faz por mão do governo, mesmo na Assembleia Municipal do Barreiro, e diga-se numa lógica construtiva, que no campo da conceptualização macro, há entendimentos sobre a organização territorial. Pede-se firmeza, celeridade e convicção, sem eleitoralismos, porque a reabilitação destas áreas é por demais importante para o futuro das gentes da margem sul, muito para além de protagonismos políticos. Contudo, foi visível, um Partido Socialista sem opinião local, mais interessado em promover a querela do que em discutir ideias e concepções.
A intervenção trigonométrica do Bloco de Esquerda, sobre os fundamentos do Arco Ribeirinho Sul revela um desconhecimento e um alheamento da realidade dos projectos de interesse regional e local, menos mediáticos. Veremos certamente o BE a debruçar-se sobre estas temáticas, porque diga-se, definiu-se localmente muito mal, com o alheamento da defesa dos interesses da Região de Setúbal e do Barreiro ao defender e reafirmar, o desfasamento por muitos anos (ou meses, dependendo da quantidade destes), do módulo rodoviário da futura ponte Barreiro – Chelas.
No Partido Social Democrata, percebe-se a diferença entre a presença no executivo e as opiniões na Assembleia Municipal. Interpreto uma norma na votação. A abstenção, o descomprometimento com eventuais decisões, com o mesmo argumento sistemático.
À Coligação Democrática Unitária, responsavelmente, cabe-lhe promover o debate, ouvir as populações, fazer corresponder os seus anseios e influenciar, influenciar, influenciar. As evoluções sobre os primeiros trabalhos, reflectem agora um processo aberto, uma visão crítica, com ideias próprias que se complementam com outras, partidárias e apartidárias, e que alargam o espectro que hoje alcança muito mais do que apenas o território da Fábrica. Hoje, os Barreirenses discutem e conhecem o desenvolvimento do território do concelho, não apenas por emanações governamentais mas porque temos um executivo que defende, com visão crítica e opinião própria, os interesses dos Barreirenses.

Rui Lopo, deputado municipal da CDU.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção