Extratos de uma Página SocialPor José Assis

Por Jornal Rostos
Por vezes pensamentos soltos podem dar lugar a ideias sólidas. Hoje o meu artigo consiste na recolha de várias públicações da minha autoria na minha página do Facebbok.
O facto de banqueiros, empresários e trabalhadores- veja-se os sindicatos- defenderem as grandes obras públicas só reforça e sublinha a importância dessas obras no reanimar da economia. Insinuar ou afirmar que essas pessoas defendem as obras porque são parte interessada só reforça ainda mais essa importância. Afinal a economia é para as pessoas ou é uma coisa abstracta? A falta de visão leva à falta de vista!
Em Democracia não há só uma saída. Mesmo nas adversidades, ou sobretudo nesses tempos, ela própria escolhe da saída.Por isso a força politica que ganhar as próximas legislativas tem de governar , mesmo que não faça qualquer acordo politico de governação com... quem não ganhou.
O distrito de Setúbal, poderá ser uma centralidade Europeia, sobretudo pela sua localização num pais que, apesar de geograficamente periférico relativamente ao resto da UE, se enquadra perfeitamente como um ponto aberto ao mundo inteiro, como aliás a história já demonstrou. Nos dias de hoje essa centralidade é importante para todos, em especial para a multiculturalidade e diálogo entre os povos.
A reforma da saúde nos Estados Unidos, prosseguida pela nova Administração, mexe com interesses corporativos, assumidamente legítimos e até caracterizadores do modelo económico e social americano. Em Portugal essa mexida, em 4 anos, foi efectuada em diversas áreas, onde durante largos anos, após a instauração da Democracia, a vertente corporativa era por demais evidente, prejudicando o serviço público.Quem reagiu?
Só graças à boa negociação junto da UE, das verbas do Qren , por parte do governo Português, é possível hoje aplicar verbas para projectos que visam o desenvolvimento do país. A antecipação dessas verbas por força da crise também foi uma boa medida. Agora é preciso que esses recursos não sejam desaproveitados e não voltar a repetir os erros do passado.
Eu entendo a Drª Ferreira Leite quando diz que quer rasgar a politica social deste governo. Quem não gosta de compromissos com os Portugueses fala assim. Aliás os únicos compromissos que se conhecem, como governante, foi com o citigroup para vender activos portugueses e com os interesses particulares na educação para atacar o ensino superior público.Apesar de não ser economista, penso haver uma diferença entre os sinais positivos conjunturais e os que nos podem fazer concluir com juízos de certeza que a crise está no fim. No entanto quem sou eu, simples advogado e autarca, para tecer considerações sobre esta matéria?
Hoje a Internacional Socialista é uma organização decisiva no futuro do mundo.Entendo que a IS tem andado afastada da cena politica e a prova disso é o facto dos Trabalhistas de Israel participarem no actual governo. Mas isso é uma opinião de um socialista do mundo.O apoio a Barroso e a nova ordem mundial,que está aí,tem de ser debatida profundamente pela IS,sem preconceitos e sem aquela coisa às vezes à PS: Porreiro
A determinação de Obama em mudar a agenda politica não se esgotou na própria agenda. Hoje é notório que aos anúncios correspondem actos. Em Portugal também tem havido coragem em marcar a agenda, num quadro dificil, com o investimento público, social e infraestrutural. O esforço não se esgotou na agenda. Muitos actos concretos foram realizados e vão continuar. O distrito de Setúbal é um bom exemplo.José Manuel Fernandes, remete para o editorial do El País a sapiência sobre o que se está a passar nas Honduras, recomendando-o aqueles que, segundo ele, sobre a matéria dizem disparates.Sem entrar na questão de fundo, sempre se dirá que a remissão para um editorial, nesses termos, depois do editorial de ontem no Público... A momentary lapse of reasonBasta ler o editorial de hoje do The New York Times para meredianamente se entender que a mudança está a correr nos Estados Unidos, apostando-se no recuo do capitalismo neoliberal. Em Portugal há quem teime em seguir cegamente os pensadores neoliberais cá do sitio e teime em defender a revogação dos investimentos públicos. Uma teimosia que nem a, injustamente alegada aliás, do PM consegue superar.Ainda bem.Os Cravos são intemporais e, por isso, festejamos Abril em toda a parte e em todo o tempo. Que vivam sempre os Cravos. Que vivam as ceifeiras que Portugal teve, tem e terá. Que vivam os pintores.
Só quem não esteve em Espinho no último Congresso Nacional do PS, poderá afirmar que o emprego não é uma precupação para a próxima governação. Por definição é! Por vontade séria, assumida nesse Congresso logo na abertura, pelo secretário geral, é! Admito que mesmo alguns que lá estiveram não estavam com atenção e mais preocupados nos corredores a conversar sobre outro futuro. Mas isso sempre foi assim em toda a parte
É bom que os Conservadores da Esquerda em Portugal elejam o emprego como uma prioridade.Contudo, é preciso que, na prática, apliquem esse conceito. Recordo o que se passou na Autoeuropa. Só o sectarismo manipulador de trabalhadores, que são gente boa, protagonizado por radicais de esquerda pôde levar à falta de bom senso, aliás já por quase todos assinalado e induzir uma empresa modelo a sair do país.
A Drª Ferreira Leite disse que, se ganhasse as eleições legislativas, rasgava todas medidas de protecção e politica social deste governo. Como eu compreendo o que quer dizer a ex Secretária de Estado das Finanças e do Tesouro que a partir de Março de 2002 e durante aqueles famosos governos de Barroso e de Santana, tentou vender Portugal ao Citi Group e tinha como obstinação o deficit que conseguiu... aumentar.
A avaliar pelas últimas sondagens os conservadores sentados à esquerda no hemiciclo do Parlamento devem fazer uma reflexão: estão ou não preparados para abandonar o conservadorismo e contribuir para a governação do país?É inacreditável que numa Era em que tudo mudou, e o espelho disso são as mudanças de Obama nos E.U.A com a reforma da saúde e aposta em novas energias, na Europa ainda persista um registo de uma direita encafuada nos livros da economia como arrimo sagrado da governação. Em Portugal também parece que há quem queira esse registo de um país a olhar para trás. São os conservadores, eu diria "Manelistas" José Assis
A questão é muito simples: é saber se quem tem responsabilidade na formação da opinião das pessoas é coerente. Não pode estar do lado de uma visão humanista quando os tecnocratas estão no poder e do lado dos tecnocratas quanto estes querem chegar ao poder. A ser assim é legitimo aos destinatários das opiniões pensarem que estas são proferidas num quadro de estratégia de poder,com interesse próprio a condiciona-las.
Com todo o respeito pela profissão e pela actividade, mas se regressarmos ao que de pior houve no "Cavaquismo", cego,surdo, mudo e obediente aos tecnocratas da economia, então podemos estar,daqui a dez anos , como disse o economista Medina ( vulgo arauto da desgraça) numa situação desgraçada. Medina será pessimista finito, infindável ou reciclável conforme a conjuntura? o que eu sei é que a sua autoridade pública .enquanto economista se finou, porque todos já vimos o que o Senhor Professor quer e todos sabemos o que não fez quando teve responsabilidades. José Assis
A componente ideológica na governação e para a governação não pode deixar de ser dos aspectos mais relevantes a considerar. Aqueles que hoje afirmam que esquerda e direita é o mesmo, ou que hoje já não há ideologia , de duas uma : ou não têm ideologia ou andam muitíssimo distraídos. (José Assis, acabado de assistir à vitalidade e à lucidez do Dr. Mário Soares, na Universidade de Verão organizada pela Federação Distrito de Setúbal.
José Assis














