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A indignação de Marques MendesPor José Bastos

Compreendo a indignação de Marques Mendes e de Carlos Carreiras, porque no Montijo, a presidente da Câmara, Maria Amélia Antunes, e a Comissão Política Concelhia, presidida por mim tiraram a confiança política à ex-vereadora Honorina Silvestre e o então presidente do PS em Alcochete, mesmo ali ao lado, admitiu-a como assessora para área do urbanismo.

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A indignação de Marques Mendes Por José Bastos

Por Jornal Rostos

Na Segunda-Feira, véspera do anúncio das listas de candidatos a deputados pelo PSD à Assembleia da República, Marques Mendes, ex-lider do partido, mostrou uma grande indignação com o que se estava a passar com as listas do seu partido e citou o que dizia Sá Carneiro: “política sem ética é uma vergonha”.
Marques Mendes tem razão para estar indignado, porque era ele que liderava o PSD em 2005, quando não aceitou que fossem candidatos pelo partido Isaltino Morais e Valentim Loureiro, com processos em tribunal por suspeita de crimes graves.
Isaltino Morais e Valentim Loureiro recandidataram-se às Câmaras de Oeiras e Gondomar, como independentes, ganhando o primeiro com maioria simples e o segundo com maioria absoluta. Foi um acto de coragem para credibilizar os partidos e a política, mas que também serviu para confrontar o eleitorado que votou nos candidatos suspeitos de crimes. Afinal o mal não está só nos partidos.
Isaltino Morais já foi condenado por um tribunal a 7 anos de prisão efectiva e Valentim Loureiro aguarda julgamento, ambos vão ser candidatos independentes em 2009.
Esta iniciativa de Marques Mendes de credibilizar o seu partido e a política em geral, mereceu elogios de toda a classe política e do público em geral. Estava em marcha um princípio que valorizava os políticos sérios que estão na política para defender os interesses colectivos e não os seus próprios interesses.
Carlos Carreiras presidente da distrital de Lisboa do PSD, com os mesmos princípios do ex-lider não incluiu nas listas de candidatos a deputados António Preto (o homem da mala) e Helena Lopes da Costa, ambos arguidos e acusados em processos por suspeitas de ilegalidades graves ao serviço da causa pública.
Sem qualquer explicação pública ,Manuel Ferreira Leite, líder actual do PSD, incluiu na lista em lugar elegível de candidatos por Lisboa, os dois arguidos bem conhecidos da nossa praça.
Bastaram 4 anos para tudo voltar a trás(MFL rasga tudo) numa estratégia que a mim me parecia correcta que tinha como finalidade credibilizar o PSD e a política em geral.
Compreendo a indignação de Marques Mendes e de Carlos Carreiras, porque no Montijo, a presidente da Câmara, Maria Amélia Antunes, e a Comissão Política Concelhia, presidida por mim tiraram a confiança política à ex-vereadora Honorina Silvestre e o então presidente do PS em Alcochete, mesmo ali ao lado, admitiu-a como assessora para área do urbanismo.
Está provado que há sempre pessoas na política que não querem que a situação mude porque se sentem bem no pântano.

José Bastos

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