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No Caminho Certo, Com ConfiançaPor José Assis

Hoje a politica sobrepõe-se à economia, em boa hora digo eu. A economia está a voltar ao seu lugar instrumental da politica. E a politica no seu conceito mais lato e nobre está a voltar a ser o desafio dos eleitos e de personalidades que desenvolvem actividades sociais que engrandecem a utilidade social e o papel de justiça social que se pretende alcançar numa cobertura alargada do tecido social.

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No Caminho Certo, Com Confiança Por José Assis

Por Jornal Rostos

O quadro económico da OCDE, para Portugal permite, por um lado, concluir que as medidas até agora tomadas para combater a crise foram as mais acertadas e, por outro, que o investimento público é a terapia adequada para a continuação desse combate, entenda-se investimento público tanto aquele que está em curso na área da infraestruturação do país, como a despesa pública na área social, tantas vezes criticada pelos partidos da direita.

Na verdade a OCDE vem dizer que é preciso continuar com reformas no país, sendo desaconselhável a redução da despesa pública, antes pelo contrário, a mesma é essencial para contrariar o rumo de divergência que Portugal ainda segue relativamente à média da zona euro. O crescimento terá de ser superior a 1,5% em 2017 para que o rumo se inverta,isto de acordo com as previsões actuais, e a solução para essa inversão é a aposta nos recursos humanos e no capital que daí emerge e no abrandamento da rigidez dos mercados de trabalho. É tempo, pois, de reflectir sobre as regras laborais, não fazendo do código do trabalho um dogma que impeça legislação avulsa adequada a responder ao fluir veloz e global do mundo económico e incutir aos sindicatos a sua verdadeira função social: a defesa dos trabalhadores, num quadro positivo de gestão empresarial. As últimas experiências demonstraram que o radicalismo não leva a lado nenhum.

Esta análise da OCDE vem ao encontro da necessidade de centrar o trabalho como elemento indispensável na economia, no mesmo patamar de factores como a internacionalização das empresas ou a sua modernização, sendo central a todas as outras.

Sem euforias, nem optimismos estouvados, a OCDE conclui que os indicadores portugueses da economia permitem afirmar que o ciclo recessivo está a inverter-se.Não é só em Portugal, e ainda bem, mas estamos melhores que a generalidade dos países da OCDE, com sinais de Junho que permitem subir sériamente os indices de esperança.

O governo tem tido um papel indutor e promotor da inversão do ciclo económico, com vista à recuperação, e não se acanhou quanto aos investimentos públicos e ao papel do Estado na economia.

É claro que a crise está longe do fim. O abrandamento do desemprego nos EUA com personalidades autorizadas já a concordar com a desnecessidade de uma nova vaga, de medidas e o Presidente Obama a confirmar que a catástrofe económica está afastada e a prosseguir com a reforma dos cuidados de saúde contra quase todos os repúblicanos e alguns democratas, não é per si suficiente para um volte face no quadro económico global.

A economia não se confina exclusivamente às regras puras da economia. A prova dessa evidência é a coincidência da retoma com a mudança de aitude dos lideres politicos.

A multiplicação de contactos entre povos através dos seus representantes legitimos e algumas figuras de relevo têm criado um clima favorável aos negócios e reposto, gradualmente é certo, a confiança. Entendo que um dos sinais máximos desse clima foi a deslocação de Bill Clinton à Coreia do Norte para tratar do regresso de duas jornalistas americanas que lá estavam.

Hoje a politica sobrepõe-se à economia, em boa hora digo eu. A economia está a voltar ao seu lugar instrumental da politica. E a politica no seu conceito mais lato e nobre está a voltar a ser o desafio dos eleitos e de personalidades que desenvolvem actividades sociais que engrandecem a utilidade social e o papel de justiça social que se pretende alcançar numa cobertura alargada do tecido social.

Em Portugal pessoas como Vitor Ramalho, Rui Cunha,Maria José Nogueira Pinto, Vitor Melícias e outros de todos os quadrantes politicos, dos mais diversos estatutos e condições, têm uma história de um trabalho de utilidade social único contribuindo para o desenvolvimento do país e o bem estar das pessoas, nas mais diversas instituições por onde passaram e estão. A visão global do Homem politico, da polis, também está a regressar à ordem do dia. é bom que isso suceda porque só incluindo e juntos podemos conseguir ultrapassar os momentos dificeis. Penso que o "lider de moca na mão" defendido pelos neoliberais está a encerrar o seu percurso, o mundo "da mudança" é um mundo de e para a governança exercida por pessoas de boa vontade em diálogo e conjuntamente.

Os portugueses são um povo solidário e esse sentimento é decisivo para a saida da crise, não tenhamos dúvidas.

José Assis

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