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Quotidianos

A "branca" de JerónimoPor José Assis

Perante a inércia do PSD e a dinâmica activa do PS, restou ao Secretário Geral do PCP fazer uma chalaça, de resto de mau gosto e a tocar o insulto, e como percebeu que era pouco, veio dizer que não sabe a diferença entre o PS e o PSD nas suas politicas. Os factos falam por si. Se há momento, na democracia portuguesa, em que as diferenças estão bem vincadas entre este PSD e este PS é o actual da vida do país.

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A "branca" de Jerónimo Por José Assis

Por Jornal Rostos

Marcada pela ausência do debate de ideias, excepto na parte em que o PS apresentou o seu programa eleitoral, que não foi contrariado, a pré-campanha tem andado penosamente preenchida pelo antecipar de uma campanha negra e prejudicial para o país dada a irresponsabilidade dos partidos da oposição.

Insistindo no acessório e no ataque pessoal, o PSD mantém uma postura de uma força negativa. Não reconhece os avanços do país que,em circunstâncias difíceis, conseguiu, com o esforço colectivo, abandonar o grupo dos países de crescimento negativo e promove o pessimismo a todo o custo. Em face dos últimos dados positivos da OCDE , o PSD virou-se para a difusão da suspeição sobre este governo, com um discurso triste e expressivo da derrota assumida, proferido por Aguiar Branco no Pontal. Após os episódios em volta da constituição das listas candidatas às legislativas, remanesceu, como capital de combate politico, o lançar lama para José Sócrates. Pobre a atitude do PSD, à semelhança aliás da sua pré-campanha.

Com a demonstração real de que o caminho é seguro, o PS continua na sua missão de governar o país. Mas não se esqueceu do dever que tem, enquanto partido politico responsável .Apresentou o seu programa, na senda do que foi delineado no seu último Congresso Nacional e com os contributos de todos os que quiseram dar, com relevo particular para o movimento "Novas Fronteiras" e para a Fundação RésPublica, com o Secretário Geral a participar activamente na sua divulgação, sem prejuízo dos meios de divulgação habituais com destaque para a página www.ps.pt.

Perante a inércia do PSD e a dinâmica activa do PS, restou ao Secretário Geral do PCP fazer uma chalaça, de resto de mau gosto e a tocar o insulto, e como percebeu que era pouco, veio dizer que não sabe a diferença entre o PS e o PSD nas suas politicas. Os factos falam por si. Se há momento, na democracia portuguesa, em que as diferenças estão bem vincadas entre este PSD e este PS é o actual da vida do país.

O modelo social defendido pelo PS passa pela actuação do Estado nas suas funções e no investimento público. O PSD quer um Estado minimalista, acanhado e defensivo voltado para os minimos de qualidade e uma base social objecto de intervenção diminuida, incluindo, por definição, os postos de trabalho da função pública.

Jerónimo parece, assim, que teve uma "branca", como se usa dizer no teatro quando um dos actores se esquece do seu papel. Neste caso foi uma "branca" não por esquecimento, mas por falta de conteúdo que substituisse o que disse, erradamente e sem sentido. O PCP não se renova na atitude e no discurso e depois quer convencer que está na vanguarda.

José Assis

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