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Quotidianos

BARREIRO : UMA ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO …… OU, SIMPLESMENTE, MARKETING ELEITORAL !
Por Rui Ferrugem

Incapaz de procurar na linha de pensamento e nos sucessivos compromissos eleitorais apresentados aos barreirenses e, mais recentemente, no indiscutível orgulho, satisfação e confiança, com que a população encara o seu futuro, testemunhos da credibilidade granjeada pela gestão da CDU, o articulista, não o negando, é certo, procurou identificar uma linha de actuação e pensamento, com qualquer coisa que está agora na moda !

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BARREIRO : UMA ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO … … OU, SIMPLESMENTE, MARKETING ELEITORAL ! Por Rui Ferrugem

Por Jornal Rostos

Li, há dias, que a CDU tinha, finalmente, descoberto o mote do desenvolvimento económido do Barreiro – pelo menos, esta era a ideia que o autor pretendia fazer passar, qual descoberta de um “novo” marketing político !

Ele há sujeitos com uma imaginação prodigiosa, mas claramente falhos de uma caractrística assaz mais importante – o trabalho, a pesquisa, que lhes permitiria, primeiro, indagar e verificar se nos sucessivos compromissos eleitorais da CDU, algo estaria redigido sobre desenvolvimento económico e, depois, se o conjunto de matérias então aí versadas, constituiriam, no seu todo, uma estratégia para o desenvolvimento integrado da nossa terra.

A resolução dos imbróglios do POLIS, que permitiram a sua conclusão; a iniciativa política, frontal e corajosa, de estabelecer um projecto de parceria com a Quimiparque, ao qual se vieram a acoplar um conjunto indiscutivelmente necessário de outras entidades, de carácter institucional (RAVE, APL, REFER, CCDR, etc. etc.), tendo por razão principal a obtenção de um pensamento integrado e multiforme de soluções para aquele espaço público de aptidão nas áreas do emprego (principal preocupação), da habitação/urbanismo, do lazer, da cultura, da mobilidade; a constante procura de pontes e a significativa acção concreta junto dos poderes centrais para influenciar decisões (TTT, nomeadamente, mas também a futura ponte Barreiro-Seixal); as decisões de cedência de terrenos municipais, em direito de superfície, para permitirem a elaboração de candidaturas e correspondente aprovação, nas áreas da acção social, dando força e ajudando a resolver questões prementes a esse nível; a efectiva ligação à APL, responsável pela jurisdição de áreas ribeirinhas, possibilitando a manutenção e recuperação de zonas diversas (Moinhos de Alburrica e Avª Bento Gonçalves).

Mas se se aduzirem as preocupações com um bem público, a Água, cada vez mais alvo da cobiça negocial e o arranque de um projecto inovador ao nível das Energias (Sinergia), inicialmente com a Moita e já com novos municípios aderentes, será difícil não lograr encontrar um fio condutor que se possa traduzir no tão popularizado conceito de desenvolvimento.

Contudo, o que mais deu corpo e dinâmica a tudo isto, foi, é e continuará a ser, assim o espero e de tal estou convicto, o que se intitulou de Participação, com a CDU, a nível do Executivo Municipal, a multiplicar um conjunto de iniciativas de presença, auscultação e acompanhamento dos diversos aspectos da vida do Concelho.

Perante a expectativa inicial e o amorfismo final, de quem apenas soube exigir relatórios das Opções Participadas, em vez de … também participar, foi-se criando uma habituação na presença da CMBarreiro nas diversas Freguesias, sem excepção, “desenferrujando” rotinas, criando novas responsabilidades e desafios aos eleitos autárquicos, expressando-se estes novos hábitos nas muito participadas sessões relacionadas, quer com o Centro do Barreiro (com e sem o Arqto Juan Busquets), quer sobre a Terceira Travessia do Tejo (com e sem membros do Governo), ao ponto de, nesta última, os próprios intervenientes a nível das entidades institucionais representadas, demonstrarem a sua admiração e satisfação pela adesão dos barreirenses.

Nesta descrição pareço estar a dar razão ao referido articulista, mas vou relembrar-vos (2) situações, datadas no tempo, que indiscutivelmente referenciam as preocupações e o conceito de desenvolvimento do Barreiro, por parte da CDU, desde sempre.

Olhando um pouco para trás, no mandato da CDU, ao tempo de Pedro Canário, a CMBarreiro solicitou e pagou um estudo ao Gabinete Risco / Arqto Manuel Salgado, sobre a Quimiparque, desenvolvendo este diversas entrevistas e reuniões com entidades sediadas no parque industrial – foi o MUDA (Modelo Urbanístico de Desenvolvimento Avançado).

Na vigência do mandato do PS, com Emídio Xavier, o MUDA “desapareceu” … ficou “mudo”; aí interessava mais promover um projecto de índole quase exclusivamente imobiliária – o MASTERPLAN, da iniciativa da própria Quimiparque.

Não vale a pena, neste artigo, desenvolver a súbita “gula” imobiliária da Quimiparque, na altura (talvez os mais recentes acontecimentos, relacionados ao BPN e a um ex-Administrador do Parque Industrial, ligado a uma série de empresas desse ramo, ajudem a perceber melhor).

O certo é que houve uma indiscutível preocupação e entendimento da CDU, sobre o desenvolvimento do Barreiro e, já agora, o Arqto Manuel Salgado, anos depois, acabou por surgir, de rajada, como nº 2 de António Costa/PS nas eleições intercalares para a CMLisboa – ou seja, não foi “aceite” (o seu trabalho, entenda-se) pelo PS, no Barreiro, mas, mais tarde, em Lisboa, o PS considera-o insubstituível (é mesmo ele que substitui o responsável camarário).

Olhando ainda mais para trás e, com isto, concluo, relembro as horas difíceis, na CMBarreiro, ao tempo de Helder Madeira, quando nos alvores do Poder Local democrático, para se assegurar a circulação dos autocarros dos TCB’s, se recorreu a um peditório público para obtenção de meios para adquirir gasóleo – não era aí só a necessidade imediata de resolução de um problema financeiro, mas a noção do que representavam e representam os transportes públicos municipais na vida do Concelho – os TCB’s continuam a ser um dos maiores investimentos da CMBarreiro e, seguramente, até chegar um dia o Metro Sul do Tejo, ao Barreiro, a representarem, desde sempre, um dos principais pilares do desenvolvimento do Município.

Por isso, não há qualquer novo marketing político da CDU.

Incapaz de procurar na linha de pensamento e nos sucessivos compromissos eleitorais apresentados aos barreirenses e, mais recentemente, no indiscutível orgulho, satisfação e confiança, com que a população encara o seu futuro, testemunhos da credibilidade granjeada pela gestão da CDU, o articulista, não o negando, é certo, procurou identificar uma linha de actuação e pensamento, com qualquer coisa que está agora na moda !

Permitam-me concluir, referenciando uma recente e desassombrada entrevista a Henrique Medina Carreira, no programa económico sobre Negócios, que a SIC apresenta semanalmente – o que é necessário são pessoas que saibam, que sejam da profissão … os outros e são muitos, só lá estão a tratar da sua vidinha !

A CDU sabe e apresenta quem sabe … não anda lá a tratar da vidinha !

Rui Ferrugem
Economista
Candidato, integrando a lista da CDU à
Assembleia Municipal do Barreiro

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