A presunção que só eles …Por Carlos Pires

Por Jornal Rostos
A presunção que só eles constituem uma vanguarda, herdeira ou líder natural de uma qualquer classe quando há muito que o deixaram de ser como outros o são na revolução das reformas, seja da sociedade no seu todo ou da economia como um dos pilares da suas intra-relações. Como forma de as prosseguir e na procura das soluções que sustentem aquelas, mais que estafados slogans são necessários parceiros e lideranças, seguramente com princípios na defesa do genuíno interesse comum, mas também, por atentas à individualidade do ser e do pensamento humano, assumidamente sem preconceitos ...
A presunção que só eles é que trabalham, pesquisam e fazem e os outros são preguiçosos, inabilitados e inoperantes. Se dúvidas existissem sobre o saber e o fazer de outros, bastará comparar aqui no Barreiro os dois últimos mandatos autárquicos naquilo que foi a obra realizada e como foi feita, que não as decorrentes de recorrentes tentativas de falsa gestação ou indevida apropriação …
A presunção que só eles é que são honestos e sérios e os outros andam na política só para tratar da vidinha, como se da vidinha não tratassem alguns dos que assim falam! Por decoro e repudio não entro em semelhantes e injuriosas ofensas panfletárias de esquina, agora também lamentavelmente trazidas à escrita, que em minha opinião apenas (des)qualificam quem assim as refere e generaliza, convicto que, a quem mais assim se acha, neste como em outros âmbitos, muitos dos “outros”até lhe pedem meças …
A presunção que só eles é que conhecem o Barreiro e os outros são acerca do nosso concelho uns “desqualificados ignorantes” que dele nada enxergam. Como se em consequência da acção levada a efeito com base nessa “superior ciência” tivesse vindo maior e melhor valorização da nossa terra e das suas gentes quando comparada com a alcançada quando os outros tiveram responsabilidades na sua condução …
A presunção que só eles é que têm ideias e uma estratégia para o Barreiro e os outros não, quando muitas vezes se apropriam e mimeticam as ideias de outros como se de suas se tratassem. E também quando tem sido evidente no findo mandato autárquico a sua omissão no que diz respeito à formulação e conclusão dos documentos fundamentais para a sustentação de um caminho para o concelho, nomeadamente o Plano Director Municipal nos termos da lei e, numa visão mais lata, um Plano Estratégico auto desculpando-se com indecisões de outros, apesar das decisões já tomadas e assumidas de há longa data em termos regionais e nacionais (TTT, Arco Ribeirinho, Aeroporto, Alta Velocidade, Ponte Barreiro-Seixal, etc.) …
A presunção que só eles é que gostam do Barreiro como se possuíssem um “paixonómetro” que o calculasse e que os outros vivem aqui tão só por qualquer obrigação do destino, mesmo os que assumida e repetidamente o expressam mais em actos do que em recorrentes, inconsequentes e bafientas declarações de paixão ...
A presunção que só eles é que têm a confiança e a satisfação da população do Barreiro quando de há muito, em múltiplos actos e também eleitorais, a sua expressão tem sido repetida e largamente minoritária …
Pois é meus caros. Esse é o vosso redondo e sectário engano, que há partida é revelador das razões da vossa preocupante incapacidade de congregar o maior consenso possível há volta do essencial: há felizmente mais, muito mais Barreiro para além do que presumem!
Carlos M. Pires, Cidadão do Barreiro, militante do PS e membro da Assembleia Municipal














