O que mudou em Portugal?Que se faz no Barreiro!
Por Carlos Alberto

Por Jornal Rostos
Depois dos três períodos cruciais desde 1970, fascismo, revolução de Abril e o retrocesso a seguir ao 25 Novembro, tudo mudou em Portugal; perguntamos hoje o que é que verdadeiramente mudara?
A resposta pode ser, tudo mudou! Mas, do essencial que merecia uma grande volta, tudo está na mesma, ou talvez mais acertadamente, na maior parte dos temas mais importantes da vida do nosso quotidiano, emprego, saúde, educação, muito está por fazer ou bem pior do que antes.
E esta situação tem responsáveis, naturalmente que ao nível das autarquias também há cooperantes nas políticas desastradas dos Governos, mas estes sim são os verdadeiros autores das políticas ruinosas para o país. De onde saíram as sumidades que endividaram o país? Onde param os que enriqueceram os mais ricos e empobreceram os mais pobres? Quem decidiu que os despedimentos eram a solução económica do País? Quem colaborou com exploradores nas grandes empresas, reduzindo salários tão necessários às famílias como importante ao desenvolvimento do mercado interno? Quem desvalorizou o trabalho, os vencimentos e a vida dos portugueses? Perguntas que têm a resposta associada, pois é perceptível que os culpados só podem estar nos partidos que subiram ao poder governamental desde que se vota nas urnas e o respeito por este acto democrático ignorado.
Políticos prometem, prometem, e da promessa fazem voto e com este aval, tramam o povo crente que insistentemente espera a Graça dos santos que elegeram, mas acordam todos os dias, dando por que afinal foi um feitiço que lançaram sobre os portugueses, para uns tantos magia benigna, para outros sortilégio cruel.
A vilanagem é quase como antes, morreu o fascismo, nasceu a Revolução de Abril, sem tempo para saborear a diferença, logo de seguida o retrocesso em Novembro, e chamaram-lhe Democracia, como se a vida Democrática fosse apenas a liberdade de expressão e o voto de tempos a tempos. Quem impôs despedimentos não pode ser democrata, quem impôs salários e pensões reduzidos não pode ser democrata, quem salva banqueiros e nega a satisfação básica a muitos trabalhadores não pode ser democrata.
Sócrates teve quatro anos para fazer tudo aquilo que promete agora fazer no próximo mandato, o que é difícil de acreditar, já que teve tudo que era preciso na mão, até uma maioria absoluta, e o que fez, por cada uma boa ou menos má acção política ou social, infligiu aos portugueses dez das péssimas.
Manuela Leite nada diz por que nada tem para dizer e fazer nos próximos quatro anos a não ser aquilo que sabe, com provas dadas, a macumba económica que tanto agrada aos senhores do capital. Critica o Governo, com razão ou sem ela, não lhe sobra uma pinga de moral política. Quando morou no ministério das finanças alinhou com os que mais têm. Com a maior desfaçatez, disse há dias na TV; «não é tirando aos ricos que se resolve o problema». Então é sacar a quem? Aos pobres? Pois é isso exactamente o que têm feito os Governos. Não é necessário ver estatísticas de origem técnica, fabricadas à “la carte”, a melhor estatística está na vida prática dos portugueses, os ricos portugueses de há trinta anos estão hoje mais ricos, e os mais pobres de há três décadas são mais pobre no presente de modo que esta é a melhor demonstração das políticas económicas dos Governos e apenas estes devem ser responsabilizados pela situação ruinosa do país.
É altura de tomarmos consciência de que o que é central pode regenerar-se se tiver periferias seguras. Isto é, um mau Governo não deve ter autarquias que o apoiem, pelo que na perspectiva de um novo Governo à direita, no Barreiro a sua autarquia fica mais segura na orla da CDU.
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, de novo candidato nas próximas eleições autárquicas, construiu neste mandato um currículo de trabalho impressionante pelo Barreiro que é de preservar.
O Barreiro suportou a desindustrialização pelo que se fez em todos os mandatos. Contudo é de assinalar este último como o de maior convivência política, social e autárquica de todo o Executivo, nomeadamente do seu Presidente que lhe permitiu encontrar novos paradigmas para o futuro barreirense. A população, instituições e organizações de todas as áreas da sociedade camarra podem e devem avaliar a performance da actual Administração Autárquica e de certo encontrarão motivos fortes para lhe dar continuidade.
Um imenso caminho percorreu nesta sua primeira presidência camarária, Carlos Humberto, que abriu a porta ao porvir de que o Barreiro precisa atravessar. O excelente trabalho que executou, tem de se realçar sem peias nem retracção por uma qualquer visão maniqueísta. De facto com o seu gesto afável construiu uma relação íntima com o povo, obtendo nas reuniões participadas, também para ele, perspectivas reais do que satisfazia a população.
Esteve em quase todos os eventos barreirenses, desportivos, culturais, sociais e laborais. Viveu de perto os problemas das pessoas e sentiu como qualquer cidadão os efeitos das medidas, permitindo-lhe traçar o caminho que o Povo barreirense mais desejava.
O Passeio Ribeirinho, Augusto Cabrita, obra ambicionada há muito, aí está a embelezar a Terra e o Tejo onde se encostam. O Fórum, a Praça em reconstrução, rotundas que ajudam a melhor circulação automóvel, etc. são uma pequena imagem da obra imensa.
O Presidente da Câmara Carlos Humberto não deixa de estar presente em todos as manifestações de interesse para o Barreiro e com o seu sentido ético, a pronta e honrada batalha pela Cidade exemplificou como elevar o Barreiro a Terra para viver e ser feliz. E nós, barreirenses, não devemos desperdiçar a sua disponibilidade para continuar a engrandecer o Município barreirense.
Carlos Alberto (Carló)














