O Direito à indignaçãoPor José Manuel Mata Justo

Por Jornal Rostos
A hora é de crise do Partido Socialista. A crise é geral e complexa. Profunda, também. Uma das componentes principais da crise é o nosso nível de vida, a insegurança, a nossa saúde, os melhores acessos à cidade e desta para Lisboa, etc. No entanto é a saúde onde a crise tem a máxima visibilidade, o nosso hospital é a nossa testemunha. É para o Hospital que converge todo o sistema de saúde.
Ora o Hospital do Montijo tornou-se um lugar (quase) inabitável. Repelem-na os utentes. Aborrecem-na e temem-na os profissionais, nela investe a sua impotência os cidadãos e em particular toda a oposição política local, dela desacredita a sociedade, olha-a com olhos de abutre a comunicação social, considera-a com a arrogância dos donos ignaros o poder político e administrativo, local e nacional, vê-a a aluir nos seus alicerces outrora sólidos os seus profissionais de saúde. A saúde vacila nos seus fundamentos, aos olhos de todos.
Do Hospital do Montijo, parece que ninguém conhece, nem o que anda a fazer o poder local da pessoa da senhora Presidente, nem para onde vai. Nesta hora, o poder, impotente quer mostrar que pode e investe. Investe contra tudo e contra todos, o tal Centro Hospitalar, que ninguém conhece o que é, e para que serve, tudo às cegas e à pressa. Um alvo tem sido o seu preferido: os utentes. Alvo fácil e, no fundo, falso. O alvo verdadeiro é a saúde para o Montijo, o Montijo futuro, o Montijo que sem saúde não terá futuro.
É esta problemática radical que pretendemos seja discutida nestas eleições. Sem acrimónia, sem agressividade, sem preconceitos de princípio. Apenas com sentido de cidadania, com companheirismo pátrio, com objectividade, verdade e coragem, gostaríamos que também com sentido de futuro.
Destinatários: todos os eleitores no Montijo, no fim de contas; mas os actores directos (utentes do Hospital em geral, jovens, pais, dirigentes associativos, governantes, funcionários e dirigentes do sistema de saúde...) são, naturalmente, aqueles a quem o nosso apelo é feito com maior veemência.
Como nos deixou dito Agostinho da Silva, não importa que a gente caia; o que é preciso é que a gente se levante.
José Manuel Mata Justo,
Candidato à Presidência da Assembleia Municipal do Concelho do Montijo pela Coligação “Mudar É Agora”.














