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O (neo)proteccionismo do antigamentePor José Assis

É verdade, aliás é a verdade da Presidente do PSD que afirmou que não gosta dos Espanhóis na economia Portuguesa. Francisco Louçã tinha afirmado que não gosta de Angola cá nos negócios.Bom. Gostaria de recordar que Francisco Louçã foi o único líder partidário, com assento parlamentar, que não recebeu institucionalmente José Eduardo dos Santos, quando o Presidente Angolano se deslocou recentemente a Portugal. Terão Manuela Ferreira Leite e Francisco Louçã, duas pessoas com formação na área da economia, ideia do que disseram e fizeram e do impacto que essa atitude negativa tem na economia? Certamente que sim.

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O (neo)proteccionismo do antigamente Por José Assis

Por Jornal Rostos

A crise económica, com as suas variantes sociais, culturais e humanas, serve para testar a visão dos governantes.

Um estado de excepção, em que o principal objectivo é combater um mal, que é global e comum, provocará das mais diversas reacções e compreende-se até que algumas, não sendo as mais razoáveis, são naturais, dada a complexidade e a delicadeza de um fenómeno que afecta milhões de cidadãos e cuja terapia deverá ser concertada o melhor possível.

Mas se há um principio básico, aceite por todos, para combater a crise, aliás já com os seus primeiros frutos que cautelosamente devemos referir, é o de que esse combate só é eficaz se os países não se fecharem em si mesmos. A internacionalização das empresas é vital para o sucesso da economia.

Em Portugal, no quadro partidário interno, é entendível que partidos como o PCP e o BE queiram explorar a crise para, através da divulgação da vertente mais radical da sua ideologia nomeadamente do modelo económico que defendem- Estatizado preferencialmente, fechado e proteccionista- captar eleitorado. Essa exploração ideologica da crise tem contornos populistas, porque se trata do aproveitamento da desgraça provocada pela mesma, para encontrar terreno fértil para essa mensagem defensora do transpersonalismo puro.

Mas o PSD, partido universalista, personalista, liberal, pela economia competitiva, vir defender o proteccionismo é que não lembrava "ao careca". Pelo menos o PSD que todos conhecíamos.

É verdade, aliás é a verdade da Presidente do PSD que afirmou que não gosta dos Espanhóis na economia Portuguesa. Francisco Louçã tinha afirmado que não gosta de Angola cá nos negócios.Bom. Gostaria de recordar que Francisco Louçã foi o único líder partidário, com assento parlamentar, que não recebeu institucionalmente José Eduardo dos Santos, quando o Presidente Angolano se deslocou recentemente a Portugal. Terão Manuela Ferreira Leite e Francisco Louçã, duas pessoas com formação na área da economia, ideia do que disseram e fizeram e do impacto que essa atitude negativa tem na economia? Certamente que sim.

Dá que pensar. Sobretudo aos empresários Portugueses que nesses dois países estão a competir e a desenvolver a sua actividade e aqueles que vêem nesses e noutros países uma oportunidade.

Quando há uma maior aproximação entre os povos pela diplomacia económica, onde as questões ideológicas estão a ficar num plano afastado, atenta a crise e a sobrevivência. Quando os EUA falam com a China e já se fala no desembargo parcial de Cuba e até a Coreia do Norte permitiu que Bill Clinton lá fosse abrindo as suas portas a o mundo, quando não há um único Chefe de Estado que feche portas a um bom negócio e o Estados encontraram mecanismos de se reunirem para avançar com medidas, nós aqui fechávamos o país aos Espanhóis, como defendeu o PSD, aos Angolanos, como defendeu o BE, e sabe-se lá a quem mais.

Este tempo não está para brincar. Apesar da retoma suave a crise aperta.

José Assis

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