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Contra a Direita Conservadora Vota PSPor Catarina Marcelino

Portugal encontra-se num momento decisivo para o seu futuro e estas eleições poderão ser essenciais, entre um país que avança ou um país que pára e retrocede.
A decisão não é difícil: Queremos voltar ao velho e gasto slogan “orgulhosamente sós”, sem investimento, sem visão de futuro, para um Portugal que vai continuando à espera, enquanto toda a Europa avança?
Ou queremos um Portugal que se empenha no desenvolvimento, que é empreendedor, que quer estar no centro do mundo?

4 min de leitura
Contra a Direita Conservadora Vota PS Por Catarina Marcelino

Por Jornal Rostos

Estamos praticamente a uma semana das eleições legislativas, eleições que decidirão quem será o próximo Governo de Portugal e quem ocupará o lugar de Primeiro-ministro do País.
Estas eleições decidem-se entre o PS e o PSD. Contudo não podemos, nem devemos descorar o significado duma votação expressiva à esquerda do PS, que poderá criar condições para o isolamento do PS e para um Governo de direita, de coligação PSD-PP, chefiado por Manuela Ferreira Leite.
Uma subida vertiginosa da votação no Bloco de Esquerda e no Partido Comunista, retirando espaço ao PS e pondo em risco a sua eleição, será determinante para uma hipotética vitória da direita.
Portugal encontra-se num momento decisivo para o seu futuro e estas eleições poderão ser essenciais, entre um país que avança ou um país que pára e retrocede.
A decisão não é difícil: Queremos voltar ao velho e gasto slogan “orgulhosamente sós”, sem investimento, sem visão de futuro, para um Portugal que vai continuando à espera, enquanto toda a Europa avança?
Ou queremos um Portugal que se empenha no desenvolvimento, que é empreendedor, que quer estar no centro do mundo?
Todos reconhecem a Sócrates a sua determinação, a sua coragem e a sua capacidade de fazer.
Não nos podemos esquecer que estas características que passaram a ser interpretadas por alguns como teimosia e arrogância, são as características que o levaram a desenvolver um conjunto de reformas que, nos últimos 30 anos, ninguém tinha tido coragem de levara cabo em Portugal. Contra os poderes instalados, contra a burocracia, contra o corporativismo.
Manuela Ferreira Leite tem sido clara no que quer. Quer um país que vai rasgar, parar, suspender o esforço dos últimos 4 anos de modernização, para esperar pelas condições ideias para o desenvolvimento de Portugal.
A irresponsabilidade de parar investimentos estruturantes, de perder fundos comunitários, de parar mudanças que foram tão difíceis de conseguir e de introduzir, é o mote do Programa eleitoral do PSD.
Existe de facto uma vincada diferença entre o PS e o PSD e os seus líderes.
José Sócrates decide, Manuela Ferreira Leite suspende.
Nós queremos uma economia competitiva, queremos infra-estruturas que alavanquem essa economia, como é o caso paradigmático da alta velocidade, mas também queremos mais e melhor educação, com a universalização do pré-escolar e do ensino obrigatório até ao 12º ano.
Queremos mais e melhor saúde, dentro do serviço nacional de saúde que permite a todos sem excepção o direito a ser tratado e cuidado, mais cuidados continuados para que as pessoas com dependência tenham os cuidados devidos num país com um elevado índice de envelhecimento.
Queremos mais protecção social para aqueles que trabalham, mais creches e outros equipamentos sociais que permitam uma melhor conciliação da vida familiar e profissional, uma nova prestação social para combater a pobreza de trabalhadores carenciados com filhos.
A decisão está no nosso voto. A decisão está entre votar na estagnação de Portugal, através do voto na direita, mas também no desperdício do voto à esquerda que poderá consolidar a hipótese de Ferreira Leite no poder, ou o voto útil no PS, um voto contra a direita conservadora, um voto que fará avançar Portugal.

Catarina Marcelino

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