COMÉRCIO ESPERANÇADOPor João Pedro Soares
Barreiro

Por Jornal Rostos
Avizinham-se as últimas eleições deste ciclo, as autárquicas, porventura aquelas que mais tocam a vida quotidiana de todos os cidadãos deste país. Para o Barreiro, acrescenta-se mais um acto eleitoral com importância capital para a vida de todos quantos vivem, trabalham ou visitam a nossa cidade. Como cidadão atento, preocupado e interveniente, venho por este meio expressar o meu estado de alma acerca do muito que se tem dito e escrito durante os últimos dias, nomeadamente nesta campanha eleitoral, que entra agora na sua fase decisiva.
Presumo que todos concordaremos que uma urbe é tanto mais forte quanto o seu sector de comércio o for. Este é fundamental para a vitalidade de uma cidade, para o seu pulsar, para a obtenção de uma energia tal, que faça com que os seus “nativos” possam carregar esse ambiente saudável e passar a outros, que venham ao seu encontro, tendo a certeza que no futuro quererão regressar. È isto que acontece nas cidades mais interessantes deste mundo, desde Paris até Nova Iorque, passando por Madrid ou Barcelona, os equilíbrios criados têm como objectivo reforçar a vida dos habitantes, dos consumidores e de todos os que escolhem, por este ou aquele motivo, estar num dado ponto do globo a determinada hora. E por acaso, todas elas dão relevo substancial ao seus sectores de comércio, aos centros das cidades e aos equilíbrios entre as Micro e Pequenas Empresas e as atracções das chamadas marcas globais.
É precisamente neste sentido, que o Barreiro se encontra actualmente, deu-se uma intervenção de carácter geral no centro da cidade, para que esta regresse rapidamente ao esplendor de outrora, considerada que foi uma das principais “praças comerciais” da região. E os resultados, começam, desde já a estar à vista, com os equilíbrios criados, com a revitalização em curso, os consumidores estão a voltar aos passeios da Av. Alfredo da Silva, as lojas, mesmo com espectro da crise, fazem de tudo para estar ao nível da solução implementada, renovando-se e criando dinamismos próprios de quem voltou a acreditar ser possível viver e trabalhar no Barreiro. Para além disso, ao contrário dos tempos da vereação PS, não vemos muitos espaços para vender ou alugar, o que é sinal claro que os tempos estão mesmo a mudar no centro da cidade. Temos hoje, um mercado 1º Maio, que concorre com o de melhor há na Europa, tentando potenciar uma nova mentalidade para a dinâmica de comércio daquela importante “âncora”; temos também mais estacionamentos “não anárquicos”, sejam no Forúm, no Mercado ou na Rua José Magro. Ainda não será o ideal, mas para isso há um caminho que tem que continuar a ser trilhado…
Amigos e conterrâneos, do lado do sector do Comércio, o Barreiro deixou de ser uma “terra cinzenta”, por muito que tentem, uma vez que têm sido as politicas dos mais variados governos (PS, PSD e CDS) que têm levado o sector à beira da ruína, tendo por base a absorção de muitos ramos de negócio pelas Grandes Empresas nacionais e transnacionais e a degradação das Empresas locais e do seus níveis de emprego. Daqui, a titulo meramente exemplificativo, questiono: Onde param as muitas lojas de discos que haviam nas ruas do distrito e do país ? Será que ainda existe comércio de brinquedos pertença de Micro e Pequenos Empresários ? Estes são apenas exemplos singelos do que a “mistura explosiva” das Leis de liberalização de Grandes Superfícies e Mega Centros Comerciais do Governo PSD-CDS (2004), a actual, em vigor desde Abril último, produzida por este governo PS, com a falta de sensibilidade de muitas autarquias para as contornar, têm feito ao tecido económico das Micro e Pequenas Empresas do sector. Mais, no Barreiro, como todos se recordarão, o projecto do Forúm Barreiro incluía a colocação do Mercado 1º de Maio ao seu lado, concentrando todo o centro da cidade num só pólo, desrespeitando, claramente o Barreiro, a cidade, os seus habitantes, consumidores e naturalmente os muitos Micro, Pequenos Empresários e todos os que com eles colaboram, muitos desde há décadas.
A CDU e a liderança do autarca Carlos Humberto está no caminho certo, porque soube ouvir e decidir em tempo certo, criando as sinergias necessárias a que, ao contrário de muitos outros locais de Portugal, pudesse potenciar o centro da cidade e a espiral de desenvolvimento possa daí partir para as outras zonas comerciais da cidade.
Por tudo isto, e porque não tenho memória curta, só me é possível escolher o voto na CDU, na continuidade e no reforço do Projecto do Presidente Carlos Humberto e sua equipa, com o objectivo claro na manutenção de politicas sensíveis aos problemas e soluções das Micro e Pequenas Empresas de Comércio do Barreiro.
João Pedro Soares














