As Pessoas Primeiro.Por Humberto Candeias
Barreiro

Por Jornal Rostos
Todas as organizações, como a própria Câmara Municipal do Barreiro, com o crescimento de serviços e especialização de funções, correm o risco de perder de vista a razão pela qual existem: servir os cidadãos com qualidade.
É frequente encontrarmos políticos e funcionários que confundem servir com servilismo ou subserviência, quando servir bem é um dever e honra quem o faz. O servilismo é parente da incompetência e de relações de subordinação, ao passo que a relação entre os cidadãos e a administração da cidade se deve caracterizar pela igualdade e respeito pelos direitos e deveres próprios.
Uma boa parte da qualidade de vida das pessoas depende, não apenas da forma como os responsáveis políticos têm consciência do problema, mas sobretudo da capacidade que têm de imprimir à administração do Concelho práticas orientadas para as necessidades dos cidadãos.
Em primeiro lugar, por estranho que possa parecer, é necessário conhecer quem são as pessoas do Concelho. A mero título de exemplo, estará interiorizado que o Barreiro é um dos concelhos mais envelhecidos do País? Tem havido uma gestão do Concelho e organização dos serviços a considerar esta situação?
Em 2006, o Bloco de Esquerda organizou um encontro no Barreiro denominado “Velhos são os trapos “ com especialistas na área do envelhecimento e cidadãos idosos do Concelho trazendo para a ordem do dia um tema vital para a nossa comunidade.
Acaso temos um Plano de Acessibilidades no Concelho com a previsão de eliminação faseada de barreiras arquitectónicas?
Existe uma oferta cultural, nomeadamente nos horários, a pensar nos ritmos e na segurança destas pessoas?
Os serviços da CMB têm um funcionamento adequado na resposta a esta população?
O desenvolvimento sustentável da cidade apenas será possível com a participação efectiva dos cidadãos nas decisões que respeitem a organização da sua comunidade. Os habitantes de um bairro, os jovens, os utilizadores dos transportes públicos, etc … têm de ter oportunidade de participar e assumir responsabilidades nas decisões que afectem o colectivo.
Uma gestão transparente e participada não se teria atrasado e perdido a Candidatura ao QREN para a valorização da frente ribeirinha.
Uma gestão transparente e participada não teria perdido a candidatura ao QREN para recuperação do seu Centro Histórico / Barreiro Velho.
Uma gestão transparente e participada não teria permitido que um barracão de alumínio tomasse o lugar da estátua no centro da cidade.
Uma gestão transparente e participada não permitiria que se construíssem 10 apartamentos rio adentro na zona histórica ribeirinha.
Quando as pessoas estiverem em primeiro lugar, o Barreiro será um lugar diferente…
Humberto candeias
Bloco de Esquerda Barreiro














