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Quotidianos

E agora… Nós, os Barreirenses!- porque é importante votar nas autárquicas
Por Carlos Pires
Barreiro

E devem também fazê-lo assumindo um NOVO PARADIGMA PARA O BARREIRO - voltar a constituir-se como um pólo de 1º nível na Área metropolitana de Lisboa, na Península de Setúbal e porque não também no País -, pela afirmação do valor humano e social dos seus cidadãos, da sua geocentralidade na região e da sua capacidade para suportar novas actividades enquanto argumentos, valores e conceitos mobilizadores de vontades rumo ao Barreiro que todos aspiramos.

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E agora… Nós, os Barreirenses! - porque é importante votar nas autárquicas Por Carlos Pires Barreiro

Por Jornal Rostos

Neste mundo de incertezas e de certezas efémeras e num quadro de concorrência pelos poucos recursos e disponibilidades em concurso, o conjunto de condições positivas proporcionadas para o nosso concelho por diversas decisões recentes quer do Governo, quer de empresas públicas que lhe são adstritas, vieram a recolocar o Barreiro no centro do desenvolvimento e determiná-lo no centro das oportunidades.

No próximo dia 11, já no Domingo, realizar-se-ão as Eleições Autárquicas nas quais seremos chamados a votar nas listas dos nossos concidadãos, afectas aos diversos partidos, que queremos que assumam funções nas autarquias barreirenses no quadriénio 2009-2013.

Este novo desafio pressupõe renovadas ambições. Da reflexão que fazemos sobre o que queremos para a nossa terra, registamos a nossa opinião sobre o que desejamos para as nossas autarquias (leia-se, acção dos nossos autarcas) – Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia -, enquanto entidades locais responsáveis pelo garante do bem-estar de cada um de nós, enquanto seus cidadãos, e da nossa comunidade, no seu conjunto.

Ao contrário daqueles que, para daí tirarem dividendos politico-partidários, se concentram em promover repetidas lamúrias com o objectivo de reunir capital de queixa contra os Governos do País, mas são assim de todo inconsequentes em relação ao bem-estar da comunidade barreirense, defendemos que às autarquias cumpre antes promover uma CULTURA DE COMUNIDADE enquanto valor/instrumento supremo de mobilização dos barreirenses, em geral, e dos seus agentes sociais e económicos, em particular, para o ambicionado desenvolvimento da nossa terra.

E as nossas autarquias devem fazê-lo congregando os barreirenses com base na IDENTIDADE de que nos orgulhamos enquanto comunidade alicerçada nos valores do humanismo progressista, intrinsecamente interclassista, inter-religioso, inter-racial e inter-geracional, assente na igualdade reconhecida na diferença discriminada positivamente, na liberdade responsável e na fraternidade e solidariedade activas, particularmente na relação com os que mais necessitam.

E devem fazê-lo reforçando o SENTIMENTO DE PERTENÇA ao Barreiro, afirmando a sua história, os seus problemas e as suas oportunidades, consensualizando as suas vocações, contextualizando-o valorativamente face ao que o rodeia, promovendo a sua realidade e as suas potencialidades junto dos barreirenses – só se ama aquilo que se conhece – da região, do País e internacionalmente, bem como relançando, estimulando e extravertendo o orgulho de se afirmar e sentir do Barreiro - o “Espírito Barreirense” - enquanto sentimento de um concelho efectivamente envolvente e vivo

E devem fazê-lo promovendo uma cultura de CIDADANIA PARTICIPADA E SOLIDÁRIA fortalecendo o exercício do direito de participação inclusiva e activa, bem como facilitando e estimulando a coesão social e estimulando o espírito de interacção social assente na solidariedade.

E devem fazê-lo congregando as condições que possam valorizar os CIDADÃOS BARREIRENSES, potenciando genericamente as condições que consubstanciem o seu desenvolvimento enquanto seres humanos (educação, formação, cultura, desporto, etc.) e particularmente as que concorram para o competente exercício das actividades úteis à sociedade e assim naturalmente também à nossa comunidade.

E devem também fazê-lo assumindo um NOVO PARADIGMA PARA O BARREIRO - voltar a constituir-se como um pólo de 1º nível na Área metropolitana de Lisboa, na Península de Setúbal e porque não também no País -, pela afirmação do valor humano e social dos seus cidadãos, da sua geocentralidade na região e da sua capacidade para suportar novas actividades enquanto argumentos, valores e conceitos mobilizadores de vontades rumo ao Barreiro que todos aspiramos.

Ao contrário daqueles que, por pequenez de visão se acomodam com as oportunidades promovidas por outros, resumindo-se a pretensas reivindicações/anúncios de realizações no concelho que não são suas para escamotear incapacidades próprias e se limitam a fazer depender o presente e o futuro do nosso concelho da sua implementação, esquecendo mesmo promessas por si realizadas, entendemos que tais oportunidades devem-se constituir fundamentalmente para as nossas autarquias como uma motivação acrescida para promover um conjunto de ACESSIBILIDADES PARA A VIDA que concorrentemente garantam um presente e prossigam um futuro mais promissor para os barreirenses.

E as nossas autarquias devem fazê-lo desde logo salvaguardando o nosso PATRIMÓNIO NATURAL E CONSTRUÍDO como legado que devemos transmitir mais qualificado aos que aqui nos procederão.

E devem também fazê-lo assegurando no âmbito do ORDENAMENTO TERRITÓRIAL E AMBIENTAL as acessibilidades – as vias e infra-estruturas facilitadores de mobilidade e de interacções - e as disponibilidades – os equipamentos sociais de proximidade, os espaços para habitação, para empreender actividades económicas, para lazer e para conviver –, assumido o território como recurso escasso e o nosso meio físico como elemento essencial e qualificador da vida - nossa e dos nossos vindouros -, não sustentável se usado indevidamente.

Ao contrário daqueles que apenas fazem apelo ao emprego unicamente assente nos direitos fazendo por marcar o Barreiro com as suas posturas ideológicas esquecendo que nos representam a todos nós, sustento que importa às autarquias promover a valorização de um EMPREENDEDORISMO responsável nas suas diversas vertentes que promova/valorize/optimize/disponibilize quantitativa e qualitativamente melhores meios de vida para as nossas gentes.

E as nossas autarquias devem fazê-lo na validação da AFIRMAÇÃO INDIVIDUAL consequente e em prol da colectiva, no conhecimento adquirido e promovido, na criatividade potenciadora da inovação, na determinação racional e na ambição indómita por um desenvolvimento sócio-económico sustentado.

E devem fazê-lo na VALORIZAÇÃO DO TRABALHO por habilitado, com direitos e com deveres, e assim disponível para quem deseje aqui intentar a sua empresa de forma socialmente responsável e ambientalmente sustentável.

E devem fazê-lo na DISPONIBILIZAÇÃO DE CONDIÇÕES para a implantação aqui de empresas que disponibilizem postos de trabalho propiciadores da fixação de conhecimento e garantam sustento de vida compatível com as ambições dos barreirenses.

E devem também fazê-lo na MOBILIZAÇÃO DE MEIOS E RECURSOS para a constituição de uma base económica criativa, inovadora, com capacidade de idealização e realização.

Ao contrário daqueles que promoveram uma pseudo reestruturação dos serviços autárquicos cujo resultado foi apenas o afastamento de pessoas que não eram da sua confiança política por outras consigo ideologicamente alinhadas, acoitando em destacadas posições “boys and girls” vindos de autarquias que deixaram de ser da sua cor política, e que consumem os limitados recursos em métodos e processos burocráticos e ultrapassados, julgo que importa às nossas autarquias dignificar o serviço público que prestam com uma ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO que defenda os interesses da comunidade barreirense, no respeito pelos direitos de cada um dos seus cidadãos.

E as nossas autarquias devem fazê-lo desde logo escorados numa PERSPECTIVA DE DESENVOLVIMENTO GLOBAL que seja objectivamente competente, diligente, honesta e rigorosa e os processos sejam metodicamente reflexivos, prospectivos, programados, integrados, transparentes, participados, modernos e simplificados.

E devem fazê-lo assente numa efectiva PARTICIPAÇÃO DOS CIDADÃOS E DAS ORGANIZAÇÕES E ASSOCIAÇÕES SOCIAIS/ CULTURAIS BARREIRENSES que promova a consensualização das suas necessidades, ambições e motivações enquanto fundamento do processo de decisão essencial, como meio de responder aos principais problemas, de mobilizar opiniões e a todos dinamizar para o muito que há a fazer na qualificação do nosso Concelho, bem como de assegurar a informação e o esclarecimento sobre a forma como decorre a suja acção.

E devem fazê-lo perspectivando continuamente formas de SIMPLIFICAÇÃO E MODERNIZAÇÃO dos serviços que são prestados pelas autarquias, organizando, separando e preparando em tempo os elementos de informação disponíveis para as decisões, garantindo um sistema de comunicação permanente e eficaz.

E devem fazê-lo apoiados na VALORIZAÇÃO DO PAPEL DOS TRABALHADORES DAS AUTARQUIAS, cuidando das suas condições de trabalho, assegurando a sua participação na optimização dos serviços que prestam, respeitando os seus direitos e garantindo a sua devida qualificação e contínua formação profissional.

E devem fazê-lo ancorados numa ANGARIAÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS fundamentada em modelos articulados e programados para a sua adequada e integral mobilização, identificando-os numa avaliação de capacidades e disponibilidades para acções de partenariado, negociando-os e optimizando-os fundamentadamente na complementaridade de interesses que os possam justificar e contratualizando-os alicerçadamente em regras claras, para que assim se constituam parcerias capazes de, sem equívocos, contribuir para a boa execução dos Planos de Actividade autárquicos.

E devem também fazê-lo sustentadas na POTENCIAÇÃO DAS SINERGIAS ENTRE A CÂMARA MUNICIPAL E AS FREGUESIAS com maior responsabilização e mais condições para estas, através de uma efectiva descentralização de competências, em exclusividade ou em complementaridade.

Em nossa opinião e de entre outras, todas estas vertentes não podem ser descuradas, adiadas ou para outros relegadas na acção diária de cada autarquia, naturalmente no âmbito das respectivas competências. E registamo-lo relembrando, face à ambição que temos para a nossa terra enquanto entidade territorial e social, o que está em causa no acto de eleição dos nossos autarcas.

A participação dos barreirenses no acto eleitoral do próximo dia 11 é assim fundamental para o futuro da nossa comunidade. Não votar é deixar que outros escolham por nós. No Domingo que cada um de nós vote por si, pensando primeiro no Barreiro.

As oportunidades estão aí e é importante que todos nós não as desperdicemos para que o Barreiro seja uma terra de todos e para todos, com presente e futuro e onde seja bom viver (habitar, trabalhar e lazer) e conviver.

Carlos M. Pires
Cidadão do Barreiro
Militante do PS
Candidato pelo PS a Autarca na Assembleia Municipal do Barreiro

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