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Quotidianos

Cidadão, informação, comunicação…Por José Caria

Há um certo número de desafios que é necessário vencer de modo a que toda a sociedade possa beneficiar das vantagens do progresso tecnológico, garantindo a igualdade de acesso à sociedade da informação e uma distribuição equitativa do potencial de prosperidade. Entre estes desafios contam-se a forma de maximizar as potencialidades das novas abordagens da organização do trabalho; de garantir o máximo aproveitamento da sociedade de informação por parte das PME; de encontrar um novo equilíbrio entre flexibilidade e segurança no mundo do trabalho, em simultâneo com uma cultura de antecipação e adaptação à mudança.

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Cidadão, informação, comunicação… Por José Caria

Por Jornal Rostos

As tecnologias de informação e comunicação (TIC) estão a imprimir novas formas à produção e à organização do trabalho, transformando a vida dos cidadãos. Há preocupações relativamente às perturbações económicas e sociais, assim como à rapidez da mudança em curso resultante da introdução das TIC. Duas questões fundamentais:
- Não irão estas tecnologias destruir mais postos de trabalho do que conduzir à sua criação e serão as pessoas capazes do esforço de adaptação às mudanças na sua forma de trabalhar?
- Não irão a complexidade e o custo das novas tecnologias aumentar o fosso entre as áreas industrializadas e as menos desenvolvidas, entre os jovens e os idosos, entre os que sabem e os que não sabem?
Há um certo número de desafios que é necessário vencer de modo a que toda a sociedade possa beneficiar das vantagens do progresso tecnológico, garantindo a igualdade de acesso à sociedade da informação e uma distribuição equitativa do potencial de prosperidade. Entre estes desafios contam-se a forma de maximizar as potencialidades das novas abordagens da organização do trabalho; de garantir o máximo aproveitamento da sociedade de informação por parte das PME; de encontrar um novo equilíbrio entre flexibilidade e segurança no mundo do trabalho, em simultâneo com uma cultura de antecipação e adaptação à mudança;
Há que gerir o processo de transformação do emprego e rever os nossos sistemas de educação e formação de forma a ultrapassar o vazio de competências. Um desafio fundamental consiste em garantir que a sociedade de informação não crie ou agrave as desigualdades existentes entre os que possuam meios para a dominar e os outros.
• A sociedade de informação resultará em mudanças fundamentais na forma como trabalhamos. É necessário desenvolver uma cultura de antecipação e adaptação a estas mudanças, procurando um equilíbrio entre flexibilidade e segurança. Há necessidade de repensar todos os nossos sistemas – de protecção do emprego, horário de trabalho, protecção social, saúde e segurança – de modo a adaptá-los a um mundo de trabalho que será organizado de forma diferente;
• A introdução das TIC encerra grandes potencialidades em termos de criação de emprego, em consequência dos ganhos de produtividade que permite alcançar. Embora a introdução das TIC não tenha alterado o ritmo de criação de postos de trabalho, trouxe consigo novas exigências em matéria de qualificações profissionais que o mercado de trabalho não conseguiu suprir com a rapidez suficiente. O investimento em recursos humanos deve assumir uma posição central na política de emprego. Para o crescimento do emprego, precisamos de uma revisão substancial dos sistemas de educação e formação de modo a encontrar correspondência na revolução das TIC e acompanhar o contínuo desenvolvimento tecnológico;
• É preciso maximizar as oportunidades e minimizar os riscos das TIC em termos de coesão. As TIC podem desempenhar um papel importante no apoio ao desenvolvimento regional e local e na promoção da integração e da autonomia. Torna-se imperativo um maior envolvimento através de pactos regionais e locais, a fim de desenvolver uma política de coesão mais orientada para o emprego intensivo e para os recursos humanos.
Atravessamos hoje um período histórico de mutações tecnológicas, decorrentes do desenvolvimento e da aplicação em larga escala das tecnologias de informação e comunicação (TIC). Este processo é simultaneamente diferente e mais rápido do que tudo aquilo a que assistimos até agora, encerrando potencialidades imensas em matéria de criação de riqueza, elevação dos padrões de vida e melhoria dos serviços.
As TIC são já parte integrante da nossa vida quotidiana, fornecendo-nos ferramentas e serviços de grande utilidade nas nossas casas, nos locais de trabalho, por todo o lado. A produção de bens e serviços assenta cada vez mais no saber.
Contudo, a introdução das TIC decorre a ritmos mais ou menos acelerados consoante os países, as regiões, os sectores, as indústrias e as empresas. Os benefícios, na forma de prosperidade, e os custos, na forma de preço da mudança, são repartidos desigualmente entre diversas zonas e entre os cidadãos.
O reforço da coesão económica e social permanece um objectivo primordial. O rendimento per capita é díspase. As disparidades observáveis entre regiões no interior tendem a agravar-se com o tempo. As TIC podem desempenhar um papel importante no apoio ao desenvolvimento regional e local e na promoção da integração e da autonomia; a questão essencial reside em saber como tirar proveito das oportunidades, minimizando os riscos que as TIC representam para a coesão.
• Um primeiro desafio consiste em assegurar a continuação do processo de liberalização rápida e plena das telecomunicações velando por que o quadro legislativo apoie os objectivos da coesão.
• Um segundo desafio consiste em integrar mais estreitamente o fomento do acesso e a utilização das modernas TIC. O processo de um maior envolvimento local através de pactos regionais de emprego pode constituir um importante veículo para uma nova política de coesão mais centrada no emprego intensivo e nos recursos humanos.
• Um terceiro desafio consiste em assegurar que as TIC (s) se transformem num instrumento de criação de uma sociedade global. As TIC (s) devem centrar-se nas pessoas e ser usada por elas e para elas para libertar o poder da informação, e não para criar desigualdades entre os que dispõem de meios para a dominar e os outros.

José Caria
Autarca

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