MoitaO “Day After”, a Realidade
Por António Duro
Moita

Por Jornal Rostos
No dia seguinte às eleições, ainda a “quente”, procurei, em resposta a um jornalista que me colocou algumas questões sobre os resultados eleitorais, que eu resolvi difundir como artigo de opinião pessoal. Por comentários que recebi de algumas pessoas verifiquei que me esqueci de alguns importantes pormenores e ainda que não consegui ser claro nalguns pontos abordados. Impõe-se por isso esta complementaridade de opinião:
1) Quero agradecer de todo o coração aos votantes nas listas do PS e na confiança que deram com tal às nossas pessoas e projectos. Não os desiludiremos;
2) Agradecer também a todos os que tiveram a coragem de fazer parte das nossas listas, alguns com riscos assinaláveis, a todos os que trabalharam para que tivéssemos os melhores resultados. Quero que saibam que entendo que prestaram um elevado serviço à democracia e ao desenvolvimento deste nosso concelho;
3) Quero felicitar todos os eleitos de todos os partidos e reconfortar os que não foram eleitos. A vida é feita de coisas boas e coisas menos boas, mas sempre que haja vida há esperança num dia melhor. Nunca desistam de lutar por aquilo em que acreditam e sentem. Glória aos vencedores, honra aos vencidos;
4) Quero publicamente felicitar o Sr. Presidente da Câmara, por mais esta brilhante vitória, bem como toda a restante vereação assim reeleita. Rectificar também uma infeliz gralha no artigo anterior que escrevi, em que queria dizer “a figura mais simpática do executivo”, em termos populares reconheça-se, e não “a única figura simpática do executivo”. Posso ter ideias e valores diferentes por que me bato, mas não me considero arrogante ou mal-educado. O povo é realmente quem mais ordena e o povo assim quis. Não nos deve no entanto tal fazer calar as nossas posições e causas que defendemos, nem deixar de reconhecer a tristeza do alheamento da maioria da população eleitoral;
5) “A luta continua” significa tão só que a luta democrática e leal pelos nossos valores, ideias e projectos não pode morrer. É um direito que a democracia nos dá, o direito à diferença. O apelo à unidade na acção ao Bloco de Esquerda não passou disso mesmo, e esta força política é completamente alheia a tal. Este apelo significou um, juntos, a oposição democrática e consciente dos mais de 10.000 votos que representamos, na acção pontual, seremos mais fortes. Temos obrigação de tentar inverter algumas coisas que não concordamos e que entendemos podem condicionar o futuro do concelho, e que é possível ajudar a maioria a corrigir algumas coisas em defesa do município como um todo.
Os 10.000 votantes, não podem ser desprezados;
6) Palavras de alguma “dureza” de pontos de vista e considerandos de avaliação de certas políticas por mim ou pelo PS não devem ser misturados com falta de respeito da dignidade das pessoas eleitas e que gerem por direito próprio os destinos da câmara. Apenas configuram o nosso ponto de vista político de defesa do que consideramos ser melhor para o concelho e sua população;
7) O PS, e eu próprio, no executivo da câmara tudo fará para que sejam possíveis os maiores consensos sobre os grandes temas do concelho. Ao contrário do que foi dito por alguém responsável, o PS apresentou propostas, num programa de 12 páginas resultante de trabalho sério e meticuloso de pesquisa das necessidades do concelho e das melhores práticas do que se faz neste país em termos autárquicos. Verificámos mesmo com agrado que grande parte das nossas propostas são igualmente subscritas pelo programa da vencedora CDU, pelo que tudo faremos para que as mesmas sejam levadas á prática. O PS estará sempre disponível para o melhor do seu concelho e não tem complexos nem dogmas que impeçam a unidade de acção de todos na defesa dos reais interesses do concelho da Moita e de Portugal.
António Duro
1º vereador eleito pelo PS Moita para a CMM














