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Setúbal- O Futuro passa por aqui. Estamos todos prontos.Por José Assis

É, pois, o momento de Setúbal como Região, expectante mas confiante também na configuração e concretização definitiva do processo de regionalização e, portanto, de uma governação regional, com competências e poderes próprios,onde o sentir e a vontade popular pulsem, em orgãos regionais, com os titulares desses orgãos eleitos por sufrágio directo e universal, concretizando um processo de democratização, que, embora aflorado em impulsos de descentralização e desconcentração, ainda está por fazer, cumprindo-se um desígnio da Constituição de Abril.

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Setúbal- O Futuro passa por aqui. Estamos todos prontos. Por José Assis

Por Jornal Rostos

Com a Tomada de Posse do XVIII Governo Constitucional iniciou-se uma nova etapa, cujo conteúdo foi democraticamente apresentado e sufragado, dando a maioria dos votos aos Partido Socialista.

Se eleições ocorreram, em 35 anos de democracia, onde os modelos de desenvolvimento económico e social apresentados pelas duas maiores forças politicas,foram detalhadamente apresentados e escrutinados, foram as que se realizaram no passado dia 11 de Outubro. De um lado o assumir as questões económicas como a prioridade da governação e o investimento público, aliás já em curso, como solução. De outra banda o PSD a apresentar como proposta essencial do seu programa a paragem desse investimento e, em alternativa, um vazio completo que levou naturalmente à sua derrota eleitoral.

Se bem observarmos, grande parte do investimento público, que alavancará a recuperação económica, situa-se no distrito de Setúbal.

É, pois, o momento desta Região avançar.

Os agentes políticos, os que detém cargos, sejam eles de que natureza ou grau forem, e os responsáveis partidários, todos eles, devem fazer uma reflexão da importância deste momento para a Região de Setúbal. Num tempo dificil com a crise a permanecer global e a retoma aos soluços e sem a certeza de que as causas financeiras da crise não regressam e se instalam outra vez, de forma rápida e com "esquemas" mais sofisticados - com a euforia de alguns no mercado financeiro e provocar efeitos de contágio que são ainda impróprios para o momento- é importante que se combata o desemprego e se olhe com atenção para o sector produtivo, permitindo que a competitividade das empresas, em especial as que se confrontam com o abalo forte da crise, seja um factor de solidez da economia nacional. Cabe, portanto, um papel fundamental de responsabilidade aos agentes politicos. E, por isso mesmo, mais do que nunca é imprescindível que a acção politica seja realizada de forma séria e a pensar nos seus beneficiários naturais: a população.

É neste quadro que sinto que a Região de Setúbal e as suas gentes, povo de trabalho com uma tradição de luta e de vontade que a todos orgulha, independentemente da geração a que pertença, vai aderir, com entusiasmo, ao desafio do desenvolvimento e vai saber aproveitar a oportunidade, de investimento e do investimento, que é inquestionável e que foi, de resto, reafirmada nas mais das diversas intervenções de José Sócrates, em campanha eleitoral e não só. Acredito que o PS, como força politica mais votada e vencedora e honrando a sua história, saberá exibir toda a sua maturidade neste distrito e manifestar sabedoria suficiente para concentrar energias no que é decisivo para o futuro do país.

Tenho a certeza que os Autarcas, agora eleitos nos concelhos deste distrito, independentemente da sua lapela partidária, saberão exercer o seu papel no desenvolvimento regional, deixando de parte as questões partidárias e fixando-se no trabalho positivo para o desenvolvimento, honrando o Poder Local Democrático. Só há um caminho: para a frente.

Sempre foi assim. Nos momentos dificeis o povo desta Região não baixou os braços. Nos momentos a que foi chamado para construir o país, marcou a sua presença. Hoje o tempo é diferente e os mais novos vão saber dar continuidade, num quadro diferente, ao modo de estar, laborioso, autêntico e bom dos que para aqui vieram, doutros sitíos do país e ficaram na margem esquerda do Tejo. É este o nosso povo.

É, pois, o momento de Setúbal como Região, expectante mas confiante também na configuração e concretização definitiva do processo de regionalização e, portanto, de uma governação regional, com competências e poderes próprios,onde o sentir e a vontade popular pulsem, em orgãos regionais, com os titulares desses orgãos eleitos por sufrágio directo e universal, concretizando um processo de democratização, que, embora aflorado em impulsos de descentralização e desconcentração, ainda está por fazer, cumprindo-se um desígnio da Constituição de Abril.

Para bons desafios, boas respostas. Nós vamos saber responder bem.

José Assis

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