Saltar para o conteúdo
Quotidianos

O “Escritório”Por António José Carvalho Ferreira
BARREIRO

O que é certo é que o carro, agora “mono”, lá está a ocupar um precioso lugar de estacionamento e a poluir visual e socialmente a zona. Mas como a inventividade humana não tem limites acaba por não estar ao “deus dará” e cumpre até uma importante função socioeconómica na cadeia de serviços, tratando-se de uma das raríssimas bolsas de estacionamento oficialmente livre do centro do Barreiro…

2 min de leitura
O “Escritório” Por António José Carvalho Ferreira BARREIRO

Por Jornal Rostos

Defronte da minha casa está, há uma boa meia dúzia de anos, um (que já foi) automóvel abandonado.
Já teve, há cerca de um ano, uma notificação da Câmara colada no pára brisas, mas já não tem; passaram todos os prazos dados a toda a gente, e é claro que a burocracia é quase sempre estúpida: se o proprietário o quisesse não o teria deixado ali, a menos que seja roubado, mas se o foi, alguém deve ter participado às autoridades “competentes” e só se estas fossem muitíssimo incompetentes é que o teriam deixado lá permanecer todos estes anos.
O que é certo é que o carro, agora “mono”, lá está a ocupar um precioso lugar de estacionamento e a poluir visual e socialmente a zona. Mas como a inventividade humana não tem limites acaba por não estar ao “deus dará” e cumpre até uma importante função socioeconómica na cadeia de serviços, tratando-se de uma das raríssimas bolsas de estacionamento oficialmente livre do centro do Barreiro (o olival semi baldio junto à Biblioteca Municipal), a viatura serve de “escritório” a uma espécie de “empresa” de estacionamento que me parece, por observação empírica directa, funcionar num regime de carácter “cooperativo” dado que várias equipas de TPAs (Técnicos de Parqueamento Automóvel – vulgo “arrumadores”) se revezam com funções distribuídas, numa organização racional de serviço à população, que pelo preço de uma singela “moedinha”, vê satisfeita e em geral bem, a sua necessidade de estacionamento com tarifa única e independente do tempo de permanência.
Ora iniciativas destas são de acarinhar, trata-se de uma autêntica “start up” e num país e região tão carecidos de apoios à iniciativa privada como via de salvação da nossa depauperada economia e recuperação do emprego, não se podem enjeitar.
Rogo pois, a quem de direito que tire de lá o “chaço” e arranje aos rapazes um escritório em condições.

António José Carvalho Ferreira

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção